domingo, 7 de novembro de 2010

Em Uma Cor Que Restou

O ser humano reconhece o momento que passa a ter origem, camufla a si mesmo deixando de ser o que é em sua espécie traumatizada, de uma forma discretamente consciente. Adoravelmente egocêntricos a diferença imposta, quase imperceptível, direciona seus movimentos inconseqüentes, de uma vida posterior. O grito de alerta não é porque rejeita, apenas sente o nó da indiferença que enegrece. Ninguém cede um catre pela mera abstinência do sofrimento, mas, para o alívio da própria mente que se tornaria saturada e obstruída pelo incômodo. Ninguém cala por respeito, sacia a voz, usurpando-se lentamente numa devolução amortizada a si mesmo. Ninguém chora suas lágrimas nem oferece o ombro. O olhar que recai também enegrece na proporção que olha, e umedece em conforto. O animal que não ataca instantaneamente devora deliciosamente em silêncio. Já não há mais perdão ao humano. Já não se sabe mais quem é humano. Então, delicadamente alimenta a alma com os mesmos olhos úmidos supostamente por um desumano. Quais seriam? Meros irracionais? Qual seria o momento certo de travar a ‘peste’ que trazemos dentro da boca. Decepar a foice e atirar-lhe aos de ‘valores inversos’ para que sacie sua fome? Alguém sabe? Deixe que todos os ‘animais racionais’ se alimente da ‘peste’, das entranhas que cada vez explorou seu semelhante. Não sacie aquilo que sente, não cure sua dor, jamais fale do que é bom, não espalhe pra essa corja, uma postura elegante ao pódio. Estou cansada, e me retiro. Retiro de tudo que foi supostamente, de onde não secou linhas quentes, de onde não desferi facadas. Atiro-me neste frio cárcere, que nítido estarei atenta aos anseios dos leões e dragões famintos que demolirão sua entrada, sua tosca entrada. Não ficará sequer o passo. Levo e lavo pra que não haja retorno nem fresta. Respirar, balbuciar pausadamente para que toda confusão seja cada vez mais atordoada, atordoada até o fim. Não há respiração que não se servirá de toda negritude marcada pela inata e coerente da ambição ‘nojenta’. Da pele de cordeiro até o leão, um estúpido animal que respira, traço em um risco, no imundo som de uma voz. Enojo as palavras, o sorriso sarcástico, o olhar entediado, a espera sem preconceito, o silencio dos mudos. Enojo a dor que incomoda, a que não incomoda, da escuridão em que me meti. O adormecer fatigado ao amanhecer sem propósito, dos gritos que dei os que silenciaram. Odeio o fim do ser humano.
Tenho ódio do meu fim.
Will

domingo, 19 de setembro de 2010

"HÁ" Coragem

Quase sempre somos levados a nos contestar para que possamos continuar na 'batalha'.
Então, damo-nos um vazio merecedor, nosso silêncio cabível, e, sem que precisemos ser outorgados ficamos à mercê dos desentendidos, expostos aos questionadores. Não invadimos seus terrenos neutros, nem desapropriamos as mazelas de suas almas. Apenas nos acobertamos ao nosso íntimo pra encontrarmos o que nos espera. Então, aprendemos a ser gente com dignidade, descobrimos que podemos servir a nós mesmos sem o futuro ranger dos dentes. Enfatizamos a nós mesmos na cor que a dor possui, mas não rastejamos aos incrédulos roedores.
Aprendemos a nos bastar, a nos priorizar, a sermos felizes. Que a vida nos dá, mas também nos tira com a mesma graciosidade que teve. Quanto mais o tempo passa menos expectativas passamos ter, assim, sabendo que são inexistentes, não corremos o risco de sofrermos. Os olhos passam a enxergar longe, mesmo que banhado pelo ceticismo degenera também tudo o que existe exatidão. Em nenhum segundo o mundo lhe nega o ar, mas não espera você respirar e dentro dos nossos contextos, somos descobertos pela nossa força e não pelas nossas armas, e somos arremessados pra fora daquilo que, antes, nos esmagava e nos condenava a estar frente com nosso inimigo, e podemos então descobrir que somos dotados da coragem que julgávamos não possuir.
Will

terça-feira, 7 de setembro de 2010

''Adeus'' em Vida

Os seres humanos tem seus sonhos mutilados e quase sempre não percebem.
Mutilam também a cada segundo o sonho do outro com a ousadia e incredulidade de não ser um assassino. Não são e não somos julgados pelo nosso crime.
Assassinamos impiedosamente quando damos o ultimato. Roubamos seus desejos, a vitória que poderia ser vivida, sorrisos, a alegria contida nos olhos, teu brilho.
Somos incapazes de nos intimidar diante de tanta imperfeição e egoísmo. Atrofiamos quem mais amamos, quando nossos olhos não enxergam seus horizontes, a vastidão contida em sua alma. Suas palavras são negadas aos nossos ouvidos, teu pranto não nos são ouvidos.
Matamos ou morremos friamente, sem nos dá o luxo de sermos enterrados, ou soterrados em nossa miséria psíquica.
Temos a consciência de que morremos quando nos perdemos de nós mesmos e passamos a nos entregar ao acaso. Ao acaso da sorte, da morte.
Sorrimos aos nossos incrédulos assassinos.
Roubam-nos o direito de expressão, de ser amados. Quando omitimos roubamos do outro, o direito à verdade. Quando julgamos ou simplesmente interrompemos roubamos o direito à defesa.
Negamos à sua integridade o alívio das perturbações psíquicas, e ainda caminhamos com passos lentos.
Seres humanos 'mortos' esfacelam a si e aos outros.
Mas quem serão nossos assassinos?
Sorrimos pra eles e rompemos conosco para que possamos nos apoiar no que restou dos nossos escombros. Com a alma invadida nos limitamos, e com o que nos restou, tornamo-nos assassinos de nós mesmos.
Esfacelados, covardemente permitimos a nossa morte, um pouco a cada dia.
Morremos lentamente, conscientes.
Will

domingo, 1 de agosto de 2010

Por uma vez

A mente por mais complexa que seja percorre por caminhos paradoxos e dispersa tentando reencontrar o equilíbrio nos mais distintos e desordenados momentos.
Precisa de silêncio.

Aquele em que consegue se entender. Onde apaga todos os dissabores do dia a dia e busca no âmago, sua própria paz.
Não fere, mas, não permite sua alma ferida.
Quantas vezes será preciso se questionar?
Quantos leões enjaulados e famintos devorariam, pra com a alma alimentada obedecer à regra imposta por si mesmo.
Quantos vocábulos serão desprendidos para ser julgados dispensaveis.

Qual a fórmula foi necessária? Uma confusão de pormenores ou uma exposição de raízes ininteligíveis? A cada fórmula descoberta soterra com incredulidade todo desejo dos sonhos sem que seja necessário propagar.
Esfacelado e com uma ilusória força busca nos escombros, qualquer resquício que sua alma não a reconheça.
Seus desejos mais árduos, não serão mais necessários ser contemplados por excelência.
Apenas alheio ao olhar e pensamento, se concede e se perdem na insensatez e no desprazer de uma despedida, talvez, desnecessária.

Will

sábado, 26 de junho de 2010

Tempo Crucial

O que estará ao alcance dos privilegiados ‘momentaneamente’ pelas dores? Seria os ‘grandes’? Ou serão meros negligenciados pela transparência humana?
O que estaria o ser buscando entre os escombros, que não seja seu próprio resto?
Seríamos atolados pela intolerância ou desperdiçados por uma sobrevivência desnecessária.

O destempero humano tornou-se um prelúdio carregado de amargas tragédias circunstanciais. Ávidos e crédulos, não desejam mudar a cor inata de todo o tempo sobreposto em si próprio e abre as asas sem restringir no voo.
É preciso reinventar. Ceder lugar àqueles que sabe combater a intrepidez que se torna crucial. Não precisamos arfar cada segundo nos deixando expostos para que possam despir-nos covardemente diante de nossos próprios olhos.
Conscientes matam os privilegiados e assiste a decomposição lentamente. Se não os matam, trancafiam covardemente e limitam suas asas, tornam-se céticos e suas palavras ganham domínio.
Onde se encontra refúgio que nos basta que não seja em nós mesmos.
Ainda que, inventamos outra realidade estaremos frente a frente dos que sofreram.
Já não ha mais tempo de não se perder. Foi alçado de toda precisão pra nunca mais se curar. Mergulhar em profunda e riquezas sabedorias seria como um mar em altas ondas a expurgar todas as ameaças.
E leva ao mesmo passo e no momento certo, tombado, não mais poderá se despistar, acobertar-se de tanta mediocridade.

Seria apenas necessário vestir a cara e permitir que apenas o verniz esteja exposto.
Will

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Descer até o céu cair...

Queria que o mundo parasse exatamente naquele minuto que eu pude subir às montanhas.
E desprovida de coragem pude arrancar as asas dos meus pés e armar voo em direção exata ao céu.
Quando passei a ouvir o som do meu sorriso;
Tatear meu corpo em busca dos meus restos;
Deixei de querer que o dia acabasse e apreciei o silêncio na noite;
Quando meu corpo desestruturado de uma nudez pertubadora se vestiu da alegria de minh'alma.
Quando o fundo dos meus olhos tornaram-se rasos.
Que parem os segundos, minutos e horas.
Que abstraiam o mundo.
Viver é subir novamente às montanhas.
Will

domingo, 20 de junho de 2010

Página - F.N

Se o tempo passar e com ele meus passos, se permita então saber que se minhas mãos alcançassem...
Todas as horas passam. Eu não permitiria, assim como hoje me bastaria um minuto.
Um minuto pra chegar, pra tirar de mim o sacrifício do princípio e do fim.
Algemar e me atirar em um abismo, gritar em meu último segundo que eu só pedia paz.
Se o tempo correr levando meu riso, solte-o entre as páginas de um livro. Troque-o pelas lágrimas que muitas deixei cair.
Ele estará perdido entre os vocábulos nas entrelinhas das frases curtas que tentei dizer.
Talvez eu tenha me perdido no tempo e acreditei que as vezes eu pudesse voar. Que poderia colocar minhas mãos sob o meu sonho e carregá-lo junto à minh'alma.
Retirar toda sombra que sem querer deixei sombreá-lo.
Recordo-me insignificante me perdendo numa saudade de algo que nunca viví.
Quando ja não vi luz sobre meus desejos, chorei, e nunca mais soube calar.
Quando meu corpo se sente apertado não consigo traduzir o que eu sinto por mim.
E quando meu caminho falhar, depois do silêncio, irei voltar.
Se todas as palavras precisam ser ingeridas, mastigadas e digeridas no antro natural de nosso ser, apenas olharei.
Will

terça-feira, 1 de junho de 2010

Individualidade

Individualizar-se é reconhecer a própria maneira de desenvolver-se física, emocional e espiritualmente. A individuação é um processo por meio do qual uma pessoa se torna consciente de sua induvidualidade. Ela pode ser definida como o conjunto de atributos que constituem a originalidade, a unicidade e que a distinguem dos outros. É o somatório das características inerentes da alma humana. Todo ser que se individualiza torna-se um ser homogêneo, pois não mais procura se comparar com os outros; admite sua singularidade.
Atravessando inúmeras etapas evolutivas através das mais diversas encarnações, trazemos conosco uma gama imensa de traços de personalidades acumulados nas vidas pretéritas, assemelhando-se a verdadeirass ''fotocópias do passado''.
Por não termos uma percepção clara de nossa real identidade é que somos escravos da opinião alheia. Em determinada etapa de nossa vida, pensamos ser aquilo que os outros pensam que somos. Somos dependentes. Em outras etapas, deixamos a dependênncia e a submissão aos outros e nos tornamos unicamente vinculados àquilo que pensamos de nós mesmos. Somos independentes. Entretendo, quando tudo sugere tranquilidade e certeza, surge um vazio existencial; parece faltar algo de fundamental em nossas vidas e entendemos que estamos ainda na superfície de nossa intimidade. Aí se inicia a busca mais profunda em nosso interior _ o processo de individuação.
A máscara de autonomia que usávamos cai e descobrimos que representava apenas um compromisso entre nós e a sociedade quanto àquilo que alguem aparenta ser: nome, sexo nacionalidade, título, profissão ou ocupação. Na realidade todos estes dados são verdadeiros; mas, quando se trata de nossa individualidade profunda eles pouco representam, pois estão ligados às realizações externas e aos objetivos do ego. O passo essencial de nossa individuação é a retirada de nossa máscara ou persona _ personalidade que nós apresentamos aos outros como real, mas que, em muitas ocasiões difere consideravelmente da verdadeira. Embora a máscara tenha funções psicológicas importantes para nossa proteção em determinadas etapas da vida, ela também turva e oculta nosso "Eu" real, ou seja, a alma. Ao nos identificarmos com nosso "Eu" mais profundo imergimos de nossa intimidade uma conciência liberta do mundo mesquinho, diminuto e pessoal do ego.
Definição: Carl Gustav Jung

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sem sustentação

Todos os esboços numa trajetória a alcançar seu nivel soberano.
Nos altos picos com a solidão, ergue e se entrega.
Estaria a fazer parte de um desses sombrios momentos escalados?
Poderia estar, friamente e sem desespero, para o retorno e jorraria em milhões de espaços todas aquelas contentações.

No turbilhão dos pensamentos, as lembranças renasceriam sem o cerrar dos dentes?
Não colocaria nossas mãos sobrepostas às sentenças ameaçadoras.
Aquelas que nos levam ao pico, e nos arrasta para a ausência da luz dos nossos olhos.
Nossa caverna!
Estaria apenas em subsistência?
A luz daquela caverna que direciona nossos passos, seria a mesma que nos arrastam até a ela?
Quantos porquês não seria preciso, se não precisássemos tecer os pensamentos que nos direcionam.
Quantas vezes os olhos serão necessários umedecer em busca de se estender dali.
No conflito dos ares não se escape nenhuma dor para que sombrio, mas caloroso, possa assim emitir sem perceber: _ Não erga os braços! Estás apenas a carregar o que na raiz deveria ficar.
Will

A Alma não Silencia

Não existe dor que a alma não chore.

Não há escuridão nos olhos que sequem as lágrimas.

O homem carrega suas angústias e a faz ocupar o espaço das palavras para se fortalecer de sua ausência.

Moldado em sua dor, degusta silenciosamente cada sensação de equilíbrio.

Se fraco, almeja ocultar toda insatisfação e a sustenta, mas a alma sem reter esforço não silencia e chora.

Como raiz que se arrasta, contempla suas lembranças que se expande por toda sua matéria.

Não será necessário que adube, é terra fértil.

Ele é levado pela luz que abre os olhos, pelas palavras que rompem o silêncio de ti.

Permite o mundo a conclusões e oferece a voz num abraço.

Os clarões seriam necessários para mantiver os olhos afastados das ameaças sensitivas e sombrear os sonhos para que não se torne, apenas, mais um entre tantos de coração mutilado.

Will

sábado, 17 de abril de 2010

Luz e Escuridão

Impressionante como nosso extemporâneo filósofo Friedrich Nietzsche lhe acercava de afirmações, hoje, provadas mesmo que em minoria que a humanidade ainda procuraria pelas suas loucas palavras.
O grande ‘insensato’, outrora, sabia da veracidade de suas idéias que lançavam de si mesmo. Nietzsche, sábio ‘louco’, apenas nos convida a resgatar nossa essência, já inexistente, e traçar o nosso conceito para que possamos, assim como somos, ‘Humanos, Demasiado Humanos’ superar a nós mesmos.
Que a nossa mente busque uma interpretação íntima do que somos e de nossa existência.
Para que no ‘eterno retorno’ possamos desejar que a ‘eterna ampulheta’ seja virada sem precisar que tapemos nossos olhos e ouvidos.
É preciso primeiro contemplar nossas dores pra nos intimidar com sua inteligente filosofia. Tragarmos seu conceito filosófico em busca de nosso próprio EU.
Não seria necessário nenhum adorno para mascarar o sentimento, as palavras e o pensamento. Livraríamos do rubor e de nossos temores a tempo de não ser preciso escalar o mais alto das montanhas.
Seríamos então acomodados em nossa certeza de ser, sem tantos porquês. Seu pensamento de forma ímpar nos traz conforto mesmo com o peso de suas teorias. Uma presença notória na busca do conhecimento humano, ainda minoria.
Seria um destino encontrar respostas nos pensamentos, julgados insensatos, de um ‘louco’?
A resposta estará no futuro, no pensamento, idéia e no coração dos também insensatos humanos, demasiados humanos.
É preciso conceder-nos o perdão por não sermos amados, por termos sidos engolidos pela nossa fúria, outrora pela angústia adormecida, para que possamos nos re-confortar em nossa ‘caverna’ permitindo-nos a escalar o mais alto de nossa montanha, levando apenas a tiracolo, Nietzsche. E esperar sem dor, apenas por nós.
Will


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Nietzsche e o Sofrimento

Todos nós temos fases ruins na vida. Todos enfrentamos dificuldades que parecem intransponíveis. Todos passamos por reveses, quando isso acontece, muitas vezes temos vontade de desistir. A maioria dos filósofos tentou reduzir nosso sofrimento, oferecendo conselhos de como amenizar a dor. Teve um que se debruçou mais seriamente sobre essa questão, Friedrich Nietzsche. Ele acreditava que todos os tipos de sofrimento e fracasso deveriam ser bem-vindos no caminho para o sucesso e vistos como desafios a serem superados, como os alpinistas fazem ao subir uma montanha. Praticamente sozinho entre os filósofos considerava os infortúnios como algo vantajoso na vida. Ele escreveu: “A todos com quem realmente me importo, desejo sofrimento, desolação, doença, maus-tratos, indignidades, o profundo desprezo por si, a tortura da falta de autoconfiança e a desgraça dos derrotados.”. Para compreender o que Nietzsche quis dizer, vala a pena escalar sua montanha preferida, nos Alpes suíços. Nietzsche entendia de esforço, tanto físico quanto mental. Sua vida foi muito difícil. Ele viveu em permanente luta contra doenças: vertigens, dores de cabeça, enjôos, provavelmente em decorrência da sífilis que contraiu jovem, num bordel em Colônia. Era obrigado a estar sempre se mudando, em busca de um local cujo clima não agravasse seu estado. O lugar onde se sentia melhor era Sils Maria, no alto das montanhas no sudeste da Suíça. Ele esteve lá pela primeira vez em junho de 1879 e apaixonou-se pelo lugar. “Tenho o melhor da Europa, com seu ar soberbo”, escreveu. “Sua natureza combina com a minha.” Ele passou oito verões em Sils Maria, em um quarto alugado por um fazendeiro. Lá ele trabalhou em algumas de suas maiores obras como: Assim falava Zaratrustra, Além do Bem e do Mal e Crepúsculos dos Ídolos. Mas seus livros não fizeram sucesso enquanto ele estava vivo, embora tenha recebido o título de professor universitário aos 24 anos. Seu pensamento destoava dos demais colegas. Ele se viu obrigado a se aposentar aos 35 anos. Pelo resto da vida viveu com pouco dinheiro e os muitos livros que escreveu foram ignorados. Ele tinha uma rotina definida: acordava às 5h da manhã, escrevia até o meio-dia e saia para caminhadas nas montanhas ao redor do lugarejo. Nietzsche não foi viver nas montanhas só por causa do ar puro e das belas paisagens. O cenário que o rodeava espelhava suas idéias sobre si e seu trabalho. A “filosofia é o exílio voluntário entre montanhas geladas”. A vida amorosa de Nietzsche foi igualmente desastrosa. Todas as suas tentativas de seduzir mulheres foram em vão. Muitas se assustaram com seu volumoso bigode. Diversas vezes ele confessou sofrer com a solidão. Escreveu a um amigo casado: “Graças a sua esposa, as coisas são 100 vezes melhores para você do que para mim”. Vocês têm seu ninho juntos. “Eu tenho, se tanto, um caderno”. Nietzsche resolveu mergulhar na filosofia, mas sua vida produtiva foi abreviada cruelmente. Terminou seus dias na loucura, depois do famoso colapso nervoso em que abraçou um cavalo em Turim, no ano de 1889. Ele voltou à pensão onde morava, dançou nu, pensou em fuzilar o Kaiser e declarou ser, entre outro, Jesus, Napoleão, Buda, o rei do Piemonte, Alexandre, O Grande. Foi posto num trem de volta à Alemanha e confinado num sanatório, onde, sob os cuidados da irmã e da mãe, permaneceu onze anos, até sua morte aos 56 anos. Uma lição que a vida difícil ensinou a Nietzsche foi que toda conquista é fruto de luta e esforço constantes, embora imaginemos o sucesso como fácil e natural para algumas pessoas. Na visão de Nietzsche, não existe estrada reta até o topo. “Não falemos de dons ou talentos inatos”, escreveu. “Podemos listar muitas figuras importantes que não tinham talentos, mas conquistaram seu mérito e transformara-se em gênios. Elas fizeram isso superando dificuldades.”Nietzsche dizia que, sem dor, sem enfrentar a dor, ninguém consegue nada. Para conseguir as coisas que valem à pena, é preciso sofrer. A essência da filosofia dele é uma idéia muito simples: dificuldades são normais. Não devemos entrar em pânico nem desistir de tudo. Nossa dor vem da distância entre aquilo que somos e o que idealizamos ser. Por não dominarmos a receita da felicidade, nós acabamos sofrendo. Mas ele achava que não bastava sofrer. Se o único requisito para se sentir realizado fossem as dificuldades, todos seríamos felizes. O segredo está em saber reagir bem ao sofrimento, ou, quem sabe, usá-lo para criar coisas belas. Nietzsche tinha boas sugestões para isso. Ele foi um dos poucos filósofos a destacar o lado bom, das dificuldades e do fracasso. Ele achava que todos nós podíamos nos beneficiar deles. Ele dizia que o fracasso é um tabu em nossa cultura, tratado como se fosse uma coisa que só acontecesse a alguns coitados, mas ninguém fala a respeito. E, do outro lado, há o sucesso. Os dois são coisas distintas. O interessante é a idéia de que na vida de qualquer um, mesmo sendo uma boa via, sempre haverá um grau de fracasso. Pode não ser muito, mas sempre haverá. Para Nietzsche o fracasso não bastava. Todas as vidas têm um grau de fracasso. O que tornam algumas mais satisfatórias é a forma como o filósofo é encarado. Um dado que surpreende na biografia de Nietzsche é a vontade que ele sentiu de abandonar a vida acadêmica para se dedicar a profissão de jardineiro. Esse plano nunca se realizou, mas lidar com plantas ensinou-lhe uma lição: “Diante de problemas, devemos nos espelhar nos jardineiros. Eles deparam-se com plantas que tem raízes feias. Pois eles são capazes de cultivar algo que parece feio a princípio, até extrair a beleza que há nele. Para ele, essa é uma metáfora de como devemos agir na vida. Pegar situações que nos parecem horríveis e fazer nascer algo de belo delas. Há algo animado na comparação botânica feita por Nietzsche. Mesmo nossos sentimentos mais vis e negativos podem dar belos frutos se bem cultivados. Isso só depende de nós mesmos. A inveja, por exemplo, pode gerar só amargura, mas se conduzido do jeito certo, pode nos estimular a disputar com um rival e produzir algo maravilhoso. A ansiedade pode nos deixar em pânico, mas também pode nos levar a uma análise do que está errado, gerando, assim, paz de espírito. Era por isso que Nietsche desejava o infortúnio a seus amigos, por acreditar que as dificuldades eram um mal necessário e que, se cultivados com aptidão necessária, podiam levar a criação de coisas belas.Se Nietzsche dedicou-se a pensar nas melhores reações aos problemas, ele também refletiu sobre quais seriam as mais desastrosas e concluiu que das piores era afogar as mágoas. Um dos traços mais marcantes de Nietzsche era seu horror ao álcool. Era mais uma questão de gosto pessoal. Ele dizia que qualquer pessoa que quisesse ser feliz não deveria chegar perto de bebidas alcoólicas. Ele dizia: “os espíritos mais elevados devem se abster da bebida. A água basta.” Imaginar que é bom escapar dos problemas tomando 1 ou 2 drinques de vez em quando é ter uma visão equivocada da análise nietzschiana da relação entre o sofrimento e felicidade. A felicidade não vem da fuga dos problemas, e sim do ato de cultivá-los para extrair algo positivo deles. A última coisa que Nietzsche recomendaria seria afogar as mágoas. Nossas preocupações são pistas valiosas do que está errado com a nossa vida e podemos apontar o caminho para torná-la melhor.Nietzsche nasceu na pequena Rocken, na ex-Alemanha Oriental. Seu pai era o pastor local. A mãe extremamente devota, também era filha de pastor. O filósofo adorava o pai, e deve ter ficado em choque quando o perdeu repentinamente com apenas quatro anos. Essa perda o atormentava pela vida toda. Uma das primeiras coisas que fez quando juntou algum dinheiro, ao vencer um processo judicial contra um editor, foi comprar uma grande lápide que até hoje vemos no túmulo de seu pai. Nela, ele mandou inscrever uma frase do Novo Testamento: “Die Liebe höret nimmer auf”, “O Amor nunca morre”, uma tradicional mensagem natalina. Mesmo tendo amado profundamente o pai e mesmo estando sepultado num cemitério cristão ao lado dele, Nietzsche via com reservas o tipo de ajuda que o cristianismo oferece em tempo de dificuldades. É revelador visitar a casa onde Nietzsche nasceu, à sombra da igreja luterana, onde seu pai era páraco. O local está povoado em detalhes. Ele escreveu em uma atmosfera religiosa. Assim é surpreendente ler o que ele escreveu já adulto, sobre a religião de seus pais. “É justo que se leia o Novo Testamento com reservas. Em todo o texto, há uma única figura que inspira respeito, Pilatos, o governador romano. Simplificando, é indecente ser cristão hoje em dia.” Ele era contra o cristianismo pelo mesmo motivo que condenava o álcool. Ir a um culto na igreja pode fazer você se sentir melhor rapidamente, da mesma forma que se embebedar pode fazer isso. Para ele a fé cristã pode amortizar a dor, amortizando também a energia que ela nos dá para superar os problemas e chegar à verdadeira felicidade. Há diferenças inegáveis entre a igreja e o bar. Mas, para Nietzsche o tipo de consolo oferecido nos dois locais é o mesmo. Ele acredita que o Novo Testamento tenta nos animar dizendo que muitas coisas que vemos como problema na verdade não são problemas, mas qualidades. Para quem é acanhado demais, está escrito: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra”. Para os que sofrem por não ter amigos: “Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem”. E para aqueles que sofrem com a falta de dinheiro e que invejam aqueles que o têm, lá está o consolo: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”.Para Nietzsche essas palavras eram catastróficas como o álcool, o aconselhamento cristão pode aliviar a dor, mas também leva a energia para superar o problema que o gerou. Então, como Nietzsche gostaria que os cristãos se comportassem as se deparar com as dificuldades? Ele queria que deixassem de fingir não desejar as coisas mais difíceis. Ele enfrentou dificuldades imensas. Ele foi pobre, doente e solitário. Mas nunca teve a atitude que acusava os cristãos de terem, ou seja, ele nunca afirmou que a saúde, riqueza e amor eram coisas ruins. Aceitava o fato de não ter essas coisas, em parte por escolha própria, em parte graças às circunstâncias, mas jamais negou seus desejos, nem sua dor. Assim, talvez não seja surpreendente encontrar nos registros funerários do vilarejo de Röcken, a inscrição deixada pelos páracos, ao lado de seu nome, dizendo “O Anticristo”.Embora tenha tido uma vida difícil, não devemos achar que ele viveu se lamentando o tempo todo. Muitas vezes ele falava de satisfação, sobretudo quando estava nas montanhas. Mas por satisfação, ele queria dizer algo mais abrangente do que a sensação de bem-estar que talvez possamos imaginar. Chegou a escrever sarcasticamente sobre pessoas que ele considerava “viciada na religião do conforto”. Ele chamava essas pessoas de “pequenas, mesquinhas que se escondem na floresta como cervos amedrontados”. Mas aqueles que se aventurarem a sair para a clareira poderão apreciar a vista e respirar a brisa. Só então compreenderão a vantagem de abandonar o conforto em busca da verdadeira realização, como dia a famosa frase de Nietsche “Aquilo que não me mata só me fortalece”. Como todos os filósofos, o interesse de Nietzsche era que as pessoas fossem felizes, mas diferentemente de todos os outros, ele acreditava que os extremos da dor eram um componente vital para chegar a felicidade que tinha em mente. Nem tudo aquilo que nos faz sofrer é necessariamente ruim, assim com nem tudo que nos dá prazer necessariamente nos faz bem. “Considerar o sofrimento como algo mau a ser abolido, é o acúmulo da idiotice.”
Resumo do vídeo
FILOSOFIA PARA O DIA-A-DIA
COM: ALAIN DE BOTTON

sábado, 10 de abril de 2010

F.W.N

Me desfaço, então.
De todas as ações desencadeadas de um contínuo vocábulo.
É desfazer da ação verbal e permitir que todas elas se abriguem acomodamente, mas não desgoverna minha insolente tolerância.
Me desfaço, então.
De todas as promessas que fiz ajoelhadas diante do silêncio de minh'alma.
Todas as cores em negrito, a porta trancada desperdiçando a grandeza da alma;
Desliza confundindo uma insignificante transparência.
Me desfaço em dizer pra sempre, que acredito.
Pra vida toda, me retiro. E levo continuamente, todo o desfecho de uma mão semi aberta.
Nego-te em todas às palavras e condeno a todo vocábulo, perfeito ou não, pra sempre infundado e inconsequente.
Mas não haverá dor que despertará a transmissão de vagas lembranças que ao deparar com a porta trancada e a alma cerrada, silenciará no mais infinito alcançe do olhar.
Pra não entender a razão do que 'acreditar'.
Will

quarta-feira, 31 de março de 2010

Misérias enfim...

Tombada a cor de um grau que se descarta apenas a um aperto.
A cada ar que entra e sai comprimindo e percorrendo, esbarrando em quase imperceptíveis barras de ferro.
Num estonteante rítmo sente o desengano de estar presente.
É mais uma vez sendo esmagado pelo tempo numa curta e ante passagem inconsequente.
E todo esbarro se cava um grau abaixo a todas as gotas que ficam.
Lá do alto jorra escuridões em meio clarões que levam ao desespero, de não querer agora aumentar.
Não seria pra estar esbarrando em um rítmo devagar, mas contudo ainda pode parar.
E se for pra depois daquela camada de ar o vago e estreito espaço soltar, todas as garras estarão apenas a contemplar.
O que seria feito então?
Tombada na escuridão do olhar, a mudez de todas palavras não será mais necessário.
Em todo o estraçalhar de um tempo o ritmo então desacelerado, não o avistará.
Não hesitarás em apresentar cenas em um descompassado texto mas esbarrando em pequenas barras de ferro, agora perceptíveis.
Não mais seria vivido à miséria nem às ingratidões demasiadas desumanas.
Não mais seria preciso dizer: "Ainda".
Will

segunda-feira, 29 de março de 2010

Meu Senso de Humor

Onde andaria meu senso de humor?
Estar atento ao ridículo que nos faz retirar de um exagero que comprime a alma, e em todas as esquinas observar o eu distante a percorrer.
Onde anda o meu senso crítico, que perdura sobre uma noite, encobre na madrugada tornando minhas noites uma tragédia constante que devassa minha cor.
Qual seria o argumento que a razão ousaria na ausência, sem limites e sem pudor apenas percorressem o ritmo desacelerado de um egocêntrico.
Qual seria o preço por traçares aquele passo que no descompasso não conseguiste mais regredir.
Não se ama a humanidade amando a si ao mesmo tempo. Qual é a cor que pintamos um sonho que se desfaz ao amanhecer. Qual a droga que se ingere pra não mais adormecer. Qual o tempo que se verá ao menos o reflexo e que nunca mais vai escurecer.
Quando posso acreditar que não haverá mais dor, que não haverá mutilações de sonhos, que o ritmo natural se prosseguirá. Que os íntimos não se degenerariam aos poucos o que enraizado se acredita.
Quando poderemos preencher o espaço que se ausenta diante de certidões desumanas que em cada era se procriam. Qual seria o grau de loucura de querermos viver, onde se espera que o mundo desabe suas próprias imperfeições sobre incrédulos desumanos de natureza.
Onde estaria agora se no escuro eu não descobrisse a luz que ofusca olhares semelhantes desumanos. Qual é a força que me faz permanecer num templo obscuro.
Onde se encontra o líder dos neurônios que comanda minha massa e me arrasta à areia movediça e não degenera minhas mazelas.
Que eu me perca neste mundo sem privilégios, mas encontre secretos códigos de um mundo em que não permita que eu me perca de mim.

Will

segunda-feira, 8 de março de 2010

'Mulher'

Nos passos dos desejos provamos nossos anseios em silêncio.
Somos Mulheres, enfim, que por toda nossa calma,
gritamos em nossa alma, arrancando-nos a própria mudez.

Will

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Contra Reflexo Niet

Permita que o som desta música envolva-o de paixão enquanto amas com jeito e sem perceber, estirado ao chão.
Teus braços envolvendo-o com segurança, deles jamais queira sair. Desprenda somente pelo teu abraço em uma saudade constante que a todo instante devolverá o desejo de encontrar teus olhos e mergulhar em tua alma.
Negue a ânsia do teu peito contrarie teus impulsos e te ame em desespero.
Não deseje que te ame, tanta loucura tirará tua razão.
O tempo fugaz o consumirá aos poucos enquanto em silêncio teu peito gritará de saudade tua.
Abstrair tua razão é viver com o coração fora do corpo.
Muito o silêncio o confortará, quando necessário o desprenderá confundindo-lhe e desorganizando teus pensamentos o fazendo perder o teu por que.
Exaurido da mudez que o envolve eleve tua alma que tão distante não quer se perder entre a razão e a tua emoção.
Torna-te teu subterfúgio pois o resta apenas outorgar-lhe os méritos de que, o 'silêncio' é um dos argumentos mais difíceis de refutar.


Will

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Apenas o Reflexo

Não desejarei o calor, enquanto o frio me aguarda sem cor.
Não caminharei em linha reta enquanto curvas acentuadas me encontram.
Na contra mão desvencilharei sem rumo sem nenhuma direção.
Quando chego, já é hora de partir, e num turbilhão meus passos acompanham em
descompasso dos meus pensamentos.
Meus olhos respondem pela voz, que emudecida tenta em silêncio se reencontrar.
Deixando cair ao chão o reflexo de uma mentira.
Não olharei sem rumo, mas não ficarei pra morrer.
Não existirá cor e pra mim não haverá mais dor.
Contradizer o que ouço em mim, é permitir-me de novo acreditar.
É deixar de apreciar o frio desejando o calor.
É não sair em mão única e no silêncio, subitamente seguir na contra mão.
É desejar sentir dor, e não apreciar o silêncio da madrugada, o outono e inverno.
É não mergulhar-se na sombra, é nunca mais colocar meus desejos no papel.
É apenas ouvir e não mais dizer.
É acreditar no início e não lembrar primeiro do fim.
É fugir depois da dor e não reconhecer um mundo sem cor.
É deixar me render negando a mentira que há na alma.
Olhar distante que no instante tem que partir.
Apenas no reflexo de um pensamento de que
o possível não poderá acontecer.
Will

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Na Janela

Ali deixei pintado em cores,
Tantos desejos a reencontrar.
Sonhei viver sem tantas dores,
Que hoje me encontro a refutar.

Abre a janela, que entre a luz,
Meu olhos irão se mergulhar.
Todas as pegadas que eu deixei,
Com minhas lágrimas irei lavar.

Não feche a janela,
Eu quero ter.
O sol lá fora,
A me aquecer.

As retas que hoje traço,
Quero novamente reencontrar.
Me entregar aos sonhos, mesmo sem cores,
Que algum vento soube levar.

Alessandro
"Especial" pra Você. No momento único de sua alma.

Will

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Olhos do Silêncio

Vou carregar outra vez, a sombra de minha dor. Traçar caminhos sem rumo e calar minha dor. Transcrever nas entrelinhas os olhos ocultos de minha alma. Ocultar sem ânsia e na covardia me deixar ficar. Meus olhos sem ações se acovardam e carregam imutável todo calor e o sonho em vão. É silenciado o grito pelo som da dor, é perdido meu calor num tempo que não será meu. Romper seria perder o prazer da minha alma, despegar cada segundo e o deixar na memória. Viver no silêncio e não potenciar meu desejo acoplado por uma força que domina minh'alma.
Os olhos podem dizer cada palavra que em som perderia o sentido. Mas não ocultará a certeza de tanto querer, e me direciona a um caminho que não quero percorrer. Desvia meu sorriso e permanece em meu olhar mais uma vez, o silêncio que as palavras levariam a nós. Se todas as palavras inscritas naqueles olhos ocultassem com o desejo de nossa alma, todo espaço ainda será coberto e nada será inconstante entre nós.
Will