Quase sempre somos levados a nos contestar para que possamos continuar na 'batalha'.
Então, damo-nos um vazio merecedor, nosso silêncio cabível, e, sem que precisemos ser outorgados ficamos à mercê dos desentendidos, expostos aos questionadores. Não invadimos seus terrenos neutros, nem desapropriamos as mazelas de suas almas. Apenas nos acobertamos ao nosso íntimo pra encontrarmos o que nos espera. Então, aprendemos a ser gente com dignidade, descobrimos que podemos servir a nós mesmos sem o futuro ranger dos dentes. Enfatizamos a nós mesmos na cor que a dor possui, mas não rastejamos aos incrédulos roedores.
Aprendemos a nos bastar, a nos priorizar, a sermos felizes. Que a vida nos dá, mas também nos tira com a mesma graciosidade que teve. Quanto mais o tempo passa menos expectativas passamos ter, assim, sabendo que são inexistentes, não corremos o risco de sofrermos. Os olhos passam a enxergar longe, mesmo que banhado pelo ceticismo degenera também tudo o que existe exatidão. Em nenhum segundo o mundo lhe nega o ar, mas não espera você respirar e dentro dos nossos contextos, somos descobertos pela nossa força e não pelas nossas armas, e somos arremessados pra fora daquilo que, antes, nos esmagava e nos condenava a estar frente com nosso inimigo, e podemos então descobrir que somos dotados da coragem que julgávamos não possuir.
Will
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