Não existe dor que a alma não chore.
Não há escuridão nos olhos que sequem as lágrimas.
O homem carrega suas angústias e a faz ocupar o espaço das palavras para se fortalecer de sua ausência.
Moldado em sua dor, degusta silenciosamente cada sensação de equilíbrio.
Se fraco, almeja ocultar toda insatisfação e a sustenta, mas a alma sem reter esforço não silencia e chora.
Como raiz que se arrasta, contempla suas lembranças que se expande por toda sua matéria.
Não será necessário que adube, é terra fértil.
Ele é levado pela luz que abre os olhos, pelas palavras que rompem o silêncio de ti.
Permite o mundo a conclusões e oferece a voz num abraço.
Os clarões seriam necessários para mantiver os olhos afastados das ameaças sensitivas e sombrear os sonhos para que não se torne, apenas, mais um entre tantos de coração mutilado.
Will
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