quarta-feira, 31 de março de 2010

Misérias enfim...

Tombada a cor de um grau que se descarta apenas a um aperto.
A cada ar que entra e sai comprimindo e percorrendo, esbarrando em quase imperceptíveis barras de ferro.
Num estonteante rítmo sente o desengano de estar presente.
É mais uma vez sendo esmagado pelo tempo numa curta e ante passagem inconsequente.
E todo esbarro se cava um grau abaixo a todas as gotas que ficam.
Lá do alto jorra escuridões em meio clarões que levam ao desespero, de não querer agora aumentar.
Não seria pra estar esbarrando em um rítmo devagar, mas contudo ainda pode parar.
E se for pra depois daquela camada de ar o vago e estreito espaço soltar, todas as garras estarão apenas a contemplar.
O que seria feito então?
Tombada na escuridão do olhar, a mudez de todas palavras não será mais necessário.
Em todo o estraçalhar de um tempo o ritmo então desacelerado, não o avistará.
Não hesitarás em apresentar cenas em um descompassado texto mas esbarrando em pequenas barras de ferro, agora perceptíveis.
Não mais seria vivido à miséria nem às ingratidões demasiadas desumanas.
Não mais seria preciso dizer: "Ainda".
Will

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