Onde andaria meu senso de humor?
Estar atento ao ridículo que nos faz retirar de um exagero que comprime a alma, e em todas as esquinas observar o eu distante a percorrer.
Onde anda o meu senso crítico, que perdura sobre uma noite, encobre na madrugada tornando minhas noites uma tragédia constante que devassa minha cor.
Qual seria o argumento que a razão ousaria na ausência, sem limites e sem pudor apenas percorressem o ritmo desacelerado de um egocêntrico.
Qual seria o preço por traçares aquele passo que no descompasso não conseguiste mais regredir.
Não se ama a humanidade amando a si ao mesmo tempo. Qual é a cor que pintamos um sonho que se desfaz ao amanhecer. Qual a droga que se ingere pra não mais adormecer. Qual o tempo que se verá ao menos o reflexo e que nunca mais vai escurecer.
Quando posso acreditar que não haverá mais dor, que não haverá mutilações de sonhos, que o ritmo natural se prosseguirá. Que os íntimos não se degenerariam aos poucos o que enraizado se acredita.
Quando poderemos preencher o espaço que se ausenta diante de certidões desumanas que em cada era se procriam. Qual seria o grau de loucura de querermos viver, onde se espera que o mundo desabe suas próprias imperfeições sobre incrédulos desumanos de natureza.
Onde estaria agora se no escuro eu não descobrisse a luz que ofusca olhares semelhantes desumanos. Qual é a força que me faz permanecer num templo obscuro.
Onde se encontra o líder dos neurônios que comanda minha massa e me arrasta à areia movediça e não degenera minhas mazelas.
Que eu me perca neste mundo sem privilégios, mas encontre secretos códigos de um mundo em que não permita que eu me perca de mim.
Will
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