quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sem sustentação

Todos os esboços numa trajetória a alcançar seu nivel soberano.
Nos altos picos com a solidão, ergue e se entrega.
Estaria a fazer parte de um desses sombrios momentos escalados?
Poderia estar, friamente e sem desespero, para o retorno e jorraria em milhões de espaços todas aquelas contentações.

No turbilhão dos pensamentos, as lembranças renasceriam sem o cerrar dos dentes?
Não colocaria nossas mãos sobrepostas às sentenças ameaçadoras.
Aquelas que nos levam ao pico, e nos arrasta para a ausência da luz dos nossos olhos.
Nossa caverna!
Estaria apenas em subsistência?
A luz daquela caverna que direciona nossos passos, seria a mesma que nos arrastam até a ela?
Quantos porquês não seria preciso, se não precisássemos tecer os pensamentos que nos direcionam.
Quantas vezes os olhos serão necessários umedecer em busca de se estender dali.
No conflito dos ares não se escape nenhuma dor para que sombrio, mas caloroso, possa assim emitir sem perceber: _ Não erga os braços! Estás apenas a carregar o que na raiz deveria ficar.
Will

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