Não desejarei o calor, enquanto o frio me aguarda sem cor.
Não caminharei em linha reta enquanto curvas acentuadas me encontram.
Na contra mão desvencilharei sem rumo sem nenhuma direção.
Quando chego, já é hora de partir, e num turbilhão meus passos acompanham em
descompasso dos meus pensamentos.
Meus olhos respondem pela voz, que emudecida tenta em silêncio se reencontrar.
Deixando cair ao chão o reflexo de uma mentira.
Não olharei sem rumo, mas não ficarei pra morrer.
Não existirá cor e pra mim não haverá mais dor.
Contradizer o que ouço em mim, é permitir-me de novo acreditar.
É deixar de apreciar o frio desejando o calor.
É não sair em mão única e no silêncio, subitamente seguir na contra mão.
É desejar sentir dor, e não apreciar o silêncio da madrugada, o outono e inverno.
É não mergulhar-se na sombra, é nunca mais colocar meus desejos no papel.
É apenas ouvir e não mais dizer.
É acreditar no início e não lembrar primeiro do fim.
É fugir depois da dor e não reconhecer um mundo sem cor.
É deixar me render negando a mentira que há na alma.
Olhar distante que no instante tem que partir.
Apenas no reflexo de um pensamento de que
o possível não poderá acontecer.
Will
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