domingo, 20 de dezembro de 2009

Minha Alma em Qualquer Lugar

A ausência não ignora a alma, nem a luz clareia meu ego, que num instante se desfaz na sombra.
Distante do saber, perdido entre palavras que se movimentam e se aquieta. Meu corpo almeja a vivacidade de suas cores. Negras, são ocultadas à sombra de tua alma, nem o grito desfaz a insistente muralha.
O brilho que se refugia na transparência, nega sua cor, sua alma incandescente, sua própria dor.
Não se perde no sentido que se estreita, empobrecendo todas as cores vivas de uma alma.
Causa dor, terror e na tentativa de avivar a sua cor, descobre detrás a sombra de sua ausência. Não existe cor, não existe dor, apenas minha alma, em qualquer lugar.

Will

A Condição do Meu Ser

Estamos condicionados a um tempo de perda. Perdemos o sorriso dos olhos, as cores, o brilho da condição, a razão. Nossa subjetividade nos confrontando, enfim, toda realidade. Vivemos arfantes numa intrepidez exaustiva que não nos permite revelar à nossa alma, toda sua insensatez. O silêncio que distancia o pequeno espaço dos olhos, subitamente revela toda covardia. Nossos desamores, dissabores entrelaçados na dor que o peito traz. Perdemos a saudade, que açoita o nosso íntimo. Sorrateiro, outrora a sombra se ocupa no espaço vazio. A demissão passa ser crucial, e todos os caminhos levam-nos a um estreito espaço, sem subsistência. E nos acovardamos, simplesmente por ocultar mais uma dor, outra vez.
Will

domingo, 29 de novembro de 2009

Você me roubou de mim

Já não me pertenço. Encontro-me tão distante de mim.
Percebo que parte do meu dia, meu pensamento está preso em você.
Não encontro meu próprio coração.
Sonhos, idéias, planos e confusões, meu coração pertence a você.
Ao longo de cada suspiro, minhas lágrimas rolam, a saudade aperta e
o vazio de você dentro de mim se torna insuportável.
Você me roubou de mim. Traga-me de volta, traz você pra mim.
Fecho os olhos, e não me vejo.
Sua imagem fixada em meu pensamento se espalha em todo o meu ser.
Meu pensamento o procura, minhas palavras só falam de você,
Meu olhar o revela dentro de mim.
Estou perdida em uma distância que não consigo me encontrar,
Estou em silêncio de minhas próprias palavras.
Estou sem ar, respiro você, estou cega de mim mesma, meus olhos só vêem você.
Já não existo. Preciso de mim, preciso de ti.
Will

Olhares que Revelam

De todas as adivinhações do amor nenhuma é mais funda que a dos olhares que se atam e parece não poder desprender. O olhar aprisiona-se no mistério do outro. E fala de encontros não verbais, essenciais. Economiza tempo. Avança ou retrocede. É pelo olhar que vemos um sim, quando a boca diz não. Os olhos não mentem jamais. Não podemos enganar alguém que nos olhe diretamente nos olhos, pois eles são o espelho da alma; É por isso que, quando se ama, se quer o tempo todo olhar nos olhos da pessoa amada: para se ter controle absoluto do que se passa em seu íntimo o tempo todo. Enquanto se puder olhar nos olhos, o amor ainda existe. O olhar adentra a alma, desvenda seus mistérios, nada mais diz. Apenas concede o que a boca muda gostaria de retribuir, mas restringe-se em omissão, por pura concessão dos sentimentos que a eles doa. O amor envolve os olhares, quando as bocas selam-se no infinito de um beijo que o coração quer atingir...O tempo esvai-se no universo, nossas almas se acorrentam neste templo.Nossos corações amantes, não podemos fingir, estão presos pela chama dos olhos que nos dão respostas sem nada pedir.
E assim a alma inteira explode na intensidade do olhar de quem ama. Colhe-se aí a voz do pensamento, o resultado ímpar da cumplicidade com o outro. Olhar apaixonadamente significa expressar a combustão dos sentimentos que aquece o íntimo dos seres. Por que o olhar resume em si a forma mais simples de dizer o que muitas vezes transformar em palavras empobrece. Os amores transformam-se nos olhos das almas, muitos, diversos, completos e incompletos. Em um repente muda tudo, corre no corpo um frio arrepiante de tesão, não de prazer, não de sexo e sim de paixão. Este é o começo e o fim, aqui começa o amor...Suores e ansiedades desaparecem, olhos molhados de paixão secam, bocas se atraem como que automático, lábios colados seguem...Olhos, almas, corpos e por fim corações.Poucas palavras são ditas; gestos e sonhos somam-se a olhares mudos, tornando-se cúmplices e parceiros de vida. Seguem agora lado a lado, corpo a corpo, amor a amor. A paixão sentida esfriou, pensamentos mudam de rumo e seguem. Só ficam os amantes felizes, recostados em almas mudas fazendo vida.
Nada mais definitivo do que o olhar. É preciso olhar nos olhos para decifrar segredos, porque um olhar diz muito. Olhe nos olhos e entre em contato com o eu mais profundo das outras pessoas. Se brilhem, elas estão felizes. Se brilhem e parecem flutuar, elas amam, estão em êxtase... Ah, tem gente que disfarça? Não há disfarce que um olhar mais profundo não revele. Olhe com sua alma e atinja as verdades que outros olhares às vezes encobrem. Os olhos são janelas pelas quais a alma olha à vida. É por estas janelas que entramos em contato com o meio que habitamos. É também por eles que detectamos, encontramos, reconhecemos e nos conectamos com as almas afins. São eles os portais que levam ao coração, autênticos ao máximo, pois transmitem mensagens da alma e do coração. Assim sendo, mesmo quando a boca nega o amor sentido, o olhar diz sim, sim, mil vezes sim.O olhar é mesmo uma manifestação de intenções, silenciada num cerrar de pálpebras; uma confissão que se deixa transbordar em outro olhar. Há uma linguagem entre os olhares que desafia o entendimento da palavra. Quando olhares se encontram, há um construir de pontes, encurtam-se distâncias, porque há no sussurrar dos olhos, um desnudar de palavras que somente a voz da cumplicidade pode escutar.
Autor Desconhecido (Resumido)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Amor em Questão

Neste momento amamos. Amamos com tanta força que não conseguimos definir a razão do que sentimos.
Não desacreditamos nesta emoção única mas nos colocamos de uma forma protegida ao sentimento e abrimos mão dos nossos anseios, desviamos olhares e omitimos sorrisos. Deixamos o amor passar tão perto mas não conseguimos detê-lo.
O medo acelera nossos passos que distancia nosso coração.
Medo que ele ocupe todo o pensamento, que invada qualquer espaço permitido, ou não.
Que nos façam cair em lágrimas, ou mesmo, que seja a razão do nosso sorriso.
Não queremos o amor como sombra nem que ele seja nosso próprio ar.
Obstante neste momento amamos.
Podemos vivê-lo, guardá-lo no pensamento, alma e no coração. Abraçamos sem receio das horas, deixamos o tempo nos levar. Mantemos no rosto um sorriso disfarçado que oculta a alegria dos olhos se encontrarem. Despedir desejando o momento de reencontrar e nunca dizer adeus. Fechar os olhos, sentir tuas mãos e teu cheiro, encontrar prazer e rir das coisas mais bobas da vida. Sentir algo crescer, ao mesmo tempo tentar barrar pra não se permitir. Apenas se proteger do sofrer. Acreditar na noite e falar com a lua... contar a ela todos os segredos e permitir que vc pergunte a ela sobre o meu segredo... vc certamente encontrará em tua luz, a resposta. Um brilho parecido com os meus olhos quando estou perto de vc. Mas não pergunte a ela se vc merece tanto desvelo. Talvez... ela lhe dirá que não. Poucos correspondem a este ato único e sublime do ser humano.Temos medo do amor. Pq ele nos deixa feliz, nos dá paz e nos faz acreditar que a noite é uma criança. Tb nos trai, nos dá a culpa e nos questiona. Nos impõe, perdoa e nos mata. Mesmo além de todas as façanhas do amor... não conseguimos sentir nada neste mundo que nos dá mais prazer e alegria de viver a quando amamos. Esta alegria é inconfundível... Um sentimento calmo, prazeroso, um cheiro... num abraço gostoso. Quanto custará um 'adeus'? O preço de toda maior loucura do ser humano que mesmo endividado é feliz.

Will

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Inevitável ao 'Ser'

Houve uma época em que o tempo parecia correr. Já não me encontrava mais parada na escada, pensando, subir ou não. As esquinas pareciam tão distantes. Quando a chuva já nem me molhava, e não era preciso despertar, pois o sono era intranquilo.
O sol pouco me aquecia e não acompanhava meus passos apressados.
Houve o tempo que era preciso falar baixinho, até meus pensamentos eram ouvidos por todos, nem eu mesma conseguia entender.
Houve um dia que eu pensei em você, e descobri que pensar me devolvia a tranquilidade que eu procurava. Neste dia esperei pelo inevitável poder que o coração teria que ter em conseguir abstrair toda a angústia do meu corpo.
Ela foi tomando jeito ao meu contorno que entre um espaço e outro não mais se esquivou.
Houve o tempo em que a saudade já não mais cicatrizava e pude então percorrer todo o espaço vazio que era deixado em meu corpo. O tempo em que não acreditei mais no humano e todas as palavras eram apenas sequências de voz.
Houve o dia em que chorei e não encontrei minhas lágrimas diante do espelho. Toda luz havia desaparecido encobrindo em sombra minha alma.
E não pude conte-las e então, chorei todas as lágrimas que censuravam meu sorriso, as que eu reprimia e todas em que me extravasava. Chorei na dor e na cura, de alegria fiz o maior ritmo compassado de minhas lágrimas e no mais profundo leito interno chorei sozinha pra esconder minha dor.
Existirá o momento em que o corpo e o meu coração terão que inculcar toda alegria e sorriso, para que não subsistem minha dor nem as lágrimas contidas em minha alma.
Haverá uma época em que o tempo se mostrará mais profundo, e as escadas me guiará com prazer.
Minha alegria será encontrada em cada esquina e dormirei em paz.
O sol alcançará meus pensamentos e não mais precisarei falar baixinho.
Ao extremo e por nenhuma força não mais gritarei que viver teria sido o melhor a se fazer.
Will

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Não desejo o amanhecer...

Eu só preciso de uma noite.
O sol não nos pertencerá e a lua nos aguardará em silêncio.
Meus desejos percorreram caminhos em busca de você.
Em desencontros já não espero pelo amanhã.
Só nesta noite em que nossos sonhos se tornarão únicos se o teu coração também
não desejar que amanheça.
Esta noite vou te amar e do amanhã não mais precisar.
Nos momentos em que nos tornaremos eternos, mergulharei em teus lábios que silenciarão minhas lágrimas.
Ouça meu chamado e chegue em silêncio.
Palavras não mais explicarão.
O tempo calou e as tornaram insignificante.
Não quero mais falar do meu amor.
Já não existem mais palavras que justificam minha espera.
Essa noite vou ficar, viver o tempo que não perdi, e cobri-lo de amor.
A lua me guiará ao teu encanto que em meu pranto, não mais o deixará partir.
A noite não acabará, e cada segundo silenciado em paixão, jamais o dia chegará em nossos corações.
Não desejarei o amanhecer... Pra sempre.
Will

domingo, 23 de agosto de 2009

As Folhas

Lá fora, um leve sopro torna-se interrupto o silêncio da noite gélida. Ainda que pela janela pudesse prestigiar nossa visão com as folhas secas ao vento. Já vencidas pela intrépida ação da natureza, não teme por onde sobrevoa.
Como não esperar pelo teu desejo, suas palavras e teu abraço em minutos de prazer que no silencio de nosso beijo, nos amamos. O amor e a saudade por onde andam? Talvez galgando por caminhos atenuantes onde neles possam se desvencilhar de todo seus temores e se fortalecer.
Dividir-se entre o frio e o silêncio da noite tendo nas mãos apenas a incerteza.
Passos frustrados oscila para alcançar sua alma gélida, enquanto o coração arfante e sem razão se encolhe com pudor.
Já caem gotas de chuva que tornam o frio desconcertante e minhas lágrimas as acompanham sem cessar.
Já não espero que esta noite termine assim. Vejo meus sonhos atravessarem a janela e partirem sem rumo junto às folhas secas ao vento.
Posso presenciar cada lágrima ser confundida com as gotas a cair pela janela.
Posso não mais ver a chuva parar, que pode nunca mais assim o meu pranto secar.
Não tive dúvidas do meu frio, das folhas caídas sem saber, de cada grito espremido no peito.
Tive saudades de correr pela chuva e sorrindo me atirando nas enxurradas que me cobriam e me deixava feliz.
Tive saudades de limpar as janelas, de enxugar o meu pranto que me fez esboroar por incansáveis noites gélidas e chuvosas.
Tive saudade de mim, quando não senti o leve sopro que o destino não evitou e queimou minhas folhas.
Will

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Desprovido de coragem

O medo, um aliado necessário para que tornemos comedidos com nossos atos e palavras.
Somos capazes de negar a verdade e atormentados diante da fraqueza nos tornam presas frágeis em nossos devaneios e loucuras.
Vivenciamos segundos que nos tornam momentos inesquecíveis, construímos castelos em cima de sonhos e desmoronamos nossos sonhos já construídos em castelos. Falamos com os olhos, e permitimos que eles ajam por nós transmitindo todo desejo de explorar cada segundo do calor sentido em cada centímetro de nossa pele. Somos capazes de perdoar nossos atos mais profanos e somos incapazes de retroceder. Os lábios se unem apenas no olhar, fazem juntos, calor e calafrio percorrerem cada centímetro do corpo como se fosse espalmado. O desejo contido de nos livrarmos dos desenganos e podermos galgarmos caminhos sem prantos e livres das mordaças que impedem nossos gritos já emudecidos pelo tempo.
O amor! Um desejo contido na presença, no olhar e na alma.
Somos desprovidos de coragem, mas somos ameaçados pelas loucuras que nos tornam intrépidos por instantes que não nos permitimos nem mesmo nossos pensamentos, que traídos nos levariam de volta ao real.
Deixemos que nossos olhos vivenciem o que se tornou incógnito pela razão de ser, mas não deixou de existir, nem mesmo pela própria razão de um 'Anjo".
Will

sábado, 15 de agosto de 2009

Como Seria

Ah! Como seria sorrir!
Se o tempo nos permitisse sorrir com os olhos da paixão
Se a saudade não trouxesse lágrimas ao coração
Na distância minha voz não emudecesse

Se fizesse de minhas atitudes, atos tão sublimes
Ah! Como seria viver!
Se os pensamentos não torturasse e nos permitisse a troca
da nossa própria respiração
E em teu beijo entregaria este louco amor
Ah! Como seria gritar!
Quebrar este silêncio pelo amor daquele olhar
Romper algemas, me libertar
E assim poder te amar
Ah! Como seria amar!
Fazer-me ouvida aos mais imperdoáveis surdos de coração
Gritar ao amor, o mais puro e sublime dos sentimentos humano
Como seria invadir meu coração, arrancar dele meus gritos de solidão
Ah! Como seria chorar!
Renderia-me ao pranto e no desencanto choraria sem culpa, sem temor
As lágrimas não nos enfraquecem
Só que ama, tem lágrimas no coração.
Will

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Em um dos momentos...

Numa estrada sem limite, o aconchego de uma alma.
Alegra-se e tem medo, entristece sem querer.
Suas chamas se apoderam, nos passos sem uma chegada
Voa alto e busca-te em teu tempo.

Por teu sorriso chora o coração, que perde a voz em teu chamado.
Aperta a mão em cada voo, sem querer chega à madrugada.
Atrás de uma porta fecha teu pranto.
O silêncio não se rompe.
Preciso dos meus olhos pra buscar-te junto a mim.
Atendo meu sorriso quando minha alma não está mais em mim.

E percorre em busca da tua.
Cala-se em um mundo que não pertence tua alma;

Teu corpo nem o teu coração.
Espero no rastro de uma estrela, a sombra que possa lhe cobrir.

O meu querer...você em mim.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Não menti

Quando eu disse que te amava, eu não menti.
Que a saudade no meu peito doía, também não menti.
Parada sem pensar, olhando pra você, ali o busquei em meus braços.
Quando a noite não parecia ter fim, eu chorava por você.
Em meus pesadelos em plena luz do dia, eu acreditava que um dia te encontraria.
Quando eu disse que podia viver sem você, pro meu coração eu menti.
E percebendo que minha vida sem você não era nada, enlouqueci.
Vi a distância e o tempo me carregar pra longe de você.
Fui te perdendo aos olhos, e o coração não entendia.
Eu sorria quando lembrava de você, e me abraçava pra sentir o teu calor.
Dentro de mim você estava.
Meu pensamento já não me respondia, e meu corpo foi tomado por você.
Vivi de um sonho, que me deu vida ao longo do tempo, me fez feliz mesmo sem ter você.
Mas vejo o fim do silêncio, com ele o sonho, que com a distância vai acabar.
Will

Não fiz parte de você.

Quando sorriu, não fiz parte do teu sorriso.
Não fiz parte de você...
Não chorei sua dor, nem calei em teu silêncio.
Não sorri, pra fazê-lo feliz.
Nem refresquei teu calor.
Não fiz parte de você...
Não adormeci em teus braços.
Nem teu cheiro eu senti.
Não percorri teu corpo.
Não fiz parte de você...
Em teus sonhos eu estava ausente.
Teu despertar, não foi a mim que abraçaste.
Não fiz parte de você...
Minhas lágrimas, tua sede não matou.
Dos meus lábios, de fome você ficou.
Teu olhar a mim não enxergou.
Somente no meu coração, o amor ficou.
Na história, a busca se perdeu.
A espera desiludiu-se, e o sonho adormeceu.
Vou sorrir pra não chorar.
Adormecer, e não mais acordar.
Querer poder, e não poder te querer.
Abraçar-me, pra sentir você.
Aqui dentro você fica.
Ao alcance dos meus olhos.
Saberás um dia, que um grande amor.
Sobrevive o silêncio, e a saudade.
Uma distância, que o tempo fez de você.
No coração, uma VIDA.
Will