Quase sempre somos levados a nos contestar para que possamos continuar na 'batalha'.
Então, damo-nos um vazio merecedor, nosso silêncio cabível, e, sem que precisemos ser outorgados ficamos à mercê dos desentendidos, expostos aos questionadores. Não invadimos seus terrenos neutros, nem desapropriamos as mazelas de suas almas. Apenas nos acobertamos ao nosso íntimo pra encontrarmos o que nos espera. Então, aprendemos a ser gente com dignidade, descobrimos que podemos servir a nós mesmos sem o futuro ranger dos dentes. Enfatizamos a nós mesmos na cor que a dor possui, mas não rastejamos aos incrédulos roedores.
Aprendemos a nos bastar, a nos priorizar, a sermos felizes. Que a vida nos dá, mas também nos tira com a mesma graciosidade que teve. Quanto mais o tempo passa menos expectativas passamos ter, assim, sabendo que são inexistentes, não corremos o risco de sofrermos. Os olhos passam a enxergar longe, mesmo que banhado pelo ceticismo degenera também tudo o que existe exatidão. Em nenhum segundo o mundo lhe nega o ar, mas não espera você respirar e dentro dos nossos contextos, somos descobertos pela nossa força e não pelas nossas armas, e somos arremessados pra fora daquilo que, antes, nos esmagava e nos condenava a estar frente com nosso inimigo, e podemos então descobrir que somos dotados da coragem que julgávamos não possuir.
Will
domingo, 19 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
''Adeus'' em Vida
Os seres humanos tem seus sonhos mutilados e quase sempre não percebem.
Mutilam também a cada segundo o sonho do outro com a ousadia e incredulidade de não ser um assassino. Não são e não somos julgados pelo nosso crime.
Assassinamos impiedosamente quando damos o ultimato. Roubamos seus desejos, a vitória que poderia ser vivida, sorrisos, a alegria contida nos olhos, teu brilho.
Somos incapazes de nos intimidar diante de tanta imperfeição e egoísmo. Atrofiamos quem mais amamos, quando nossos olhos não enxergam seus horizontes, a vastidão contida em sua alma. Suas palavras são negadas aos nossos ouvidos, teu pranto não nos são ouvidos.
Matamos ou morremos friamente, sem nos dá o luxo de sermos enterrados, ou soterrados em nossa miséria psíquica.
Temos a consciência de que morremos quando nos perdemos de nós mesmos e passamos a nos entregar ao acaso. Ao acaso da sorte, da morte.
Sorrimos aos nossos incrédulos assassinos.
Roubam-nos o direito de expressão, de ser amados. Quando omitimos roubamos do outro, o direito à verdade. Quando julgamos ou simplesmente interrompemos roubamos o direito à defesa.
Negamos à sua integridade o alívio das perturbações psíquicas, e ainda caminhamos com passos lentos.
Seres humanos 'mortos' esfacelam a si e aos outros.
Mas quem serão nossos assassinos?
Sorrimos pra eles e rompemos conosco para que possamos nos apoiar no que restou dos nossos escombros. Com a alma invadida nos limitamos, e com o que nos restou, tornamo-nos assassinos de nós mesmos.
Esfacelados, covardemente permitimos a nossa morte, um pouco a cada dia.
Morremos lentamente, conscientes.
Will
Mutilam também a cada segundo o sonho do outro com a ousadia e incredulidade de não ser um assassino. Não são e não somos julgados pelo nosso crime.
Assassinamos impiedosamente quando damos o ultimato. Roubamos seus desejos, a vitória que poderia ser vivida, sorrisos, a alegria contida nos olhos, teu brilho.
Somos incapazes de nos intimidar diante de tanta imperfeição e egoísmo. Atrofiamos quem mais amamos, quando nossos olhos não enxergam seus horizontes, a vastidão contida em sua alma. Suas palavras são negadas aos nossos ouvidos, teu pranto não nos são ouvidos.
Matamos ou morremos friamente, sem nos dá o luxo de sermos enterrados, ou soterrados em nossa miséria psíquica.
Temos a consciência de que morremos quando nos perdemos de nós mesmos e passamos a nos entregar ao acaso. Ao acaso da sorte, da morte.
Sorrimos aos nossos incrédulos assassinos.
Roubam-nos o direito de expressão, de ser amados. Quando omitimos roubamos do outro, o direito à verdade. Quando julgamos ou simplesmente interrompemos roubamos o direito à defesa.
Negamos à sua integridade o alívio das perturbações psíquicas, e ainda caminhamos com passos lentos.
Seres humanos 'mortos' esfacelam a si e aos outros.
Mas quem serão nossos assassinos?
Sorrimos pra eles e rompemos conosco para que possamos nos apoiar no que restou dos nossos escombros. Com a alma invadida nos limitamos, e com o que nos restou, tornamo-nos assassinos de nós mesmos.
Esfacelados, covardemente permitimos a nossa morte, um pouco a cada dia.
Morremos lentamente, conscientes.
Will
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