quarta-feira, 31 de março de 2010

Misérias enfim...

Tombada a cor de um grau que se descarta apenas a um aperto.
A cada ar que entra e sai comprimindo e percorrendo, esbarrando em quase imperceptíveis barras de ferro.
Num estonteante rítmo sente o desengano de estar presente.
É mais uma vez sendo esmagado pelo tempo numa curta e ante passagem inconsequente.
E todo esbarro se cava um grau abaixo a todas as gotas que ficam.
Lá do alto jorra escuridões em meio clarões que levam ao desespero, de não querer agora aumentar.
Não seria pra estar esbarrando em um rítmo devagar, mas contudo ainda pode parar.
E se for pra depois daquela camada de ar o vago e estreito espaço soltar, todas as garras estarão apenas a contemplar.
O que seria feito então?
Tombada na escuridão do olhar, a mudez de todas palavras não será mais necessário.
Em todo o estraçalhar de um tempo o ritmo então desacelerado, não o avistará.
Não hesitarás em apresentar cenas em um descompassado texto mas esbarrando em pequenas barras de ferro, agora perceptíveis.
Não mais seria vivido à miséria nem às ingratidões demasiadas desumanas.
Não mais seria preciso dizer: "Ainda".
Will

segunda-feira, 29 de março de 2010

Meu Senso de Humor

Onde andaria meu senso de humor?
Estar atento ao ridículo que nos faz retirar de um exagero que comprime a alma, e em todas as esquinas observar o eu distante a percorrer.
Onde anda o meu senso crítico, que perdura sobre uma noite, encobre na madrugada tornando minhas noites uma tragédia constante que devassa minha cor.
Qual seria o argumento que a razão ousaria na ausência, sem limites e sem pudor apenas percorressem o ritmo desacelerado de um egocêntrico.
Qual seria o preço por traçares aquele passo que no descompasso não conseguiste mais regredir.
Não se ama a humanidade amando a si ao mesmo tempo. Qual é a cor que pintamos um sonho que se desfaz ao amanhecer. Qual a droga que se ingere pra não mais adormecer. Qual o tempo que se verá ao menos o reflexo e que nunca mais vai escurecer.
Quando posso acreditar que não haverá mais dor, que não haverá mutilações de sonhos, que o ritmo natural se prosseguirá. Que os íntimos não se degenerariam aos poucos o que enraizado se acredita.
Quando poderemos preencher o espaço que se ausenta diante de certidões desumanas que em cada era se procriam. Qual seria o grau de loucura de querermos viver, onde se espera que o mundo desabe suas próprias imperfeições sobre incrédulos desumanos de natureza.
Onde estaria agora se no escuro eu não descobrisse a luz que ofusca olhares semelhantes desumanos. Qual é a força que me faz permanecer num templo obscuro.
Onde se encontra o líder dos neurônios que comanda minha massa e me arrasta à areia movediça e não degenera minhas mazelas.
Que eu me perca neste mundo sem privilégios, mas encontre secretos códigos de um mundo em que não permita que eu me perca de mim.

Will

segunda-feira, 8 de março de 2010

'Mulher'

Nos passos dos desejos provamos nossos anseios em silêncio.
Somos Mulheres, enfim, que por toda nossa calma,
gritamos em nossa alma, arrancando-nos a própria mudez.

Will