domingo, 18 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Se puder sem medo

É que dói, apenas dói. Um pedido sem ser ouvido, um grito meio ao nada, os olhos, apenas a morte sem ser entendida, as mãos fria, prematura, a morte viva. O apagar sem dó, o nojo. O nojo da dor. O fim do som que é lindo, das páginas que tudo se fez, as folhas amarelas que entristeceu. A perda é sempre uma morte, a mentira é covarde e o veneno mistura-se à saliva. E o veneno não tem cor, é sem sabor, inodor. É que dói, apenas dói não olhar o que reluz.
É que dói, apenas dói.
Will

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Negro por Si

Na contradição das palavras, me acerco de suas novidades.
O mundo procura pela alegria e a sabedoria do homem que não percebe e segue ostentando uma falsa ideologia do seu ser.
Mesmo em 'teias' não desfaz de sua gracilidade e se enrosca na sisudez que o faria perder o centro de teu estado ‘negro’, a sua potência.
E o estado de inércia permite apenas encontrar o ‘meio termo’ que parece com uma negação aos desejos obscuros e a continuidade de ostentação, e solidifica sua postura quando se encontra em um emaranhado de afirmações que são negadas por si mesmo.
Não perde o centro de teu estado.
Sua mente incessante, silenciosamente vedada, tenta encobrir-se superficialmente manipulando todos os pré-requisitos que lhe fora antes apresentados.
De uma maneira sutil tenta disfarçar, negando sua apreensão.
Entre olhares distantes e pensamentos pairados sobre si, o mundo numa giratória constante e cheio de incoerência faz o homem perder o fôlego sob suas ‘teias’, sua intrepidez e impostura não arranham seu egocentrismo que apenas insiste em renascer e continuar, mesmo que por si.
Assegura-te em teu silêncio sem refutar de teus anseios, deixando os olhos transparecerem a avidez de teu ‘eu’ que negam distanciados, mas, perceptíveis, sua ostentação que o torna incrédulo de se permanecer grande.
O ser na grandeza de si perde toda sua beleza e originalidade

Will

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

''Menina''

''A distância do ser e a beleza do mundo não existem dor nem cor, só alma. Somos sorriso estampados no olhar, capaz de amar, de nos encantar. De nos saborear com a façanha que nos traz alegria, de nos entregar ao silêncio de um sonho a mais. Os rumores que nos fazem surdos também nos deixam mudos. Estamos vestidos de nossa essência nata, transfigurada em uma simples emoção que cicatriza e nos devolve a vida quando cegamos nossos olhos por vontade. Nossas cicatrizes, às vezes, também tem alma''.
Will

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Outra vez

Perdoando meus enganos, sem planos, retirando meu excesso, ativando meu sensor, chamando por mim mesma, chamuscando meu olhar, diminuindo minhas chamas.
Will


Excesso e o Nada

Falta-nos reconhecer o cheiro das nossas vontades, respirar sem mêdo as nossas verdades, nos intimidar com o que queremos saldando dívidas que temos conosco e não colocarmos preço em nossa vida. Falta coragem pra termos coragem, pra sermos inteiros, pra termos tempo a perder. Falta-nos o sorriso nos olhos, o ponto de paz. Excedemos em nós mesmos, quando não choramos aquilo que queremos, no silêncio na hora errada, nos excedemos na distância do que somos daquilo que queremos, na covardia quando acreditamos que não podemos. Excedemos quando escondemos de nós mesmos, quando lutamos com o nosso eu pra educarmos a sociedade. Exaltamos nos valores sociais, numa falsa democracia. Não nos invadimos com os olhos abertos nem respiramos conscientes as nossas vontades. Excedemos na raiva, no orgulho, em ‘preços’, em paradigmas, somos demasiadamente negligentes, mas severos. Falta-nos sorrir pra tudo aquilo que queremos e ser verdadeiros conosco. Falta-nos coragem pra não fugir, pra ser verdadeiramente quem realmente somos, mas, só descobriremos que nos traímos no momento em que o amanhã pode ser tarde demais para acreditar em nós mesmos.
Will

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Somos Nós

''Quando tudo nos parece estranho... a vida é que mudou as perguntas.


Torna-se algo tão indiferente e esquecemos a 'letra da canção' que movia nossos corações e passamos a prestar atenção naquilo que não conseguimos dizer.
Arrancamos dos nossos olhos palavras, angústias, medo e desespero e o silêncio a nos satisfazer.
Amedrontados, outrora, somos dotados de uma extrema intrepidez.
Quando se percebe que se torna difícil saber com quem se fala, quando se fala, nos calamos.
Quando nos acostumamos chorar sozinho 'nossa caverna' torna-se mais seguro de ficar.
Os olhos sem direção...
De repente você cresce e tudo começa diminuir. Até a proporção de que você olha as coisas não parecem ter o mesmo formato de antes, o mesmo sentido. Tudo o que é fantasia começa desaparecer, porque a verdade, nada é real, não esteve em lugar algum, e sem refutar, como fumaça apenas desapareceu.


Quem sabe, somos nós mesmo que tornamos tudo tão grande. TÃO GRANDES, ao ponto de nos fazer desaparecer. Somos maiores que nossos olhos alcançam.


É neste exato momento que o ser humano esquece de olhar pra si. Mesmo diante de uma vida transitória e tão fugaz, caminhamos com nossos passos lentos, então podemos nos recolher exatamente onde nossos olhos sempre deveriam estar.

Will

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um minuto.

Trazemos algo tão juntinho de nós. Há momentos que olhamos e tudo nos parece tão distante, tão sem jeito, mas tão coberto de cores que só em nossos olhos conseguem brilhar. Num mundo que nos contradiz o tempo todo e nos faz perder um pouco de nossa essência, mesmo que lento, assim tão lento, colocamos nossa bagagem no canto e seguimos por um canto qualquer. Só, contemplamos um mundo intenso, com um ênfase singular, às vezes sombrio, às vezes calor.

Will

quinta-feira, 31 de março de 2011

''Essa morte constante das coisas é o que mais dói''

Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltarão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais." (Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 28 de março de 2011

O Teu Abraço

Você pode até sentir saudades e sair à procura de si. Não existe explicações para aquilo que ninguem entende. Se de repente você não se encontrar, certifique, você pode estar escondidinho dentro de você. O melhor lugar! Não é preciso ter razão para o teu silêncio, se encontar passa ser sua razão esclarecida, pois ela existirá somente pra você. É natural que tudo possa acontecer, a vida acontece pra isso, e, seria imperdoável nada acontecer. Não oculte teu ódio, nem teus defeitos não o traduz, tampouco, sua ingratidão. Não lamente teu mau gosto, suas contradições, suas lágrimas, as confusões. A obscuridade que transparece é passivamente perceptível. Eis aí suas contradições, seu avesso, suas imperfeições. O que apenas lhe pertence é o que o faz feliz. Suas verdades, as quais não deve explicações, suas negações, seus atropelos, o momento sua alma sorrí. O que lhe arranca a negritude, seu embaraço, sua timidez. Se deve olhar, olhe pra você! Nada parece com teus olhos que a si mesmo. Não deixe escorrer a sensibilidade, mesmo que a flexibilidade a tempere. Se os olhos sorrí mais os lábios, nem por isso deixe de acreditar na felicidade. Adoçe a noite com a saudade, queira teus braços em volta de si, o teu bom gosto pela vida, tua alegria. Tempere suas lembranças, dissolva cada detalhe, acredite em você.

É natural que pra isso, você se abrace.

Will

sexta-feira, 4 de março de 2011

Carência de Amor

A dificuldade de amar vem da carência de amor. O ser humano se faz em sua própria existência. “Num mundo cada vez mais frio, é até uma ousadia estimular o amor. Contudo, esse é o único meio de que podemos nos valer para ajudar a derrubar os muros que construímos para nos afastar uns dos outros.” Precisamos trabalhar constantemente o medo que temos de correr riscos.

Para amar é necessário que tenhamos consciência do nosso medo de perder. A saída para as dificuldades no relacionamento são doses de compreensão, tolerância e humildade. A comunicação é imprescindível para resolver as pequenas diferenças e evitar ressentimentos. Tentar mudar o outro não resolve. A pessoa não muda somente por que a outra quer. O ser humano muda e evolui quando ele deseja. A imposição e a cobrança trazem desgaste para o relacionamento.

Trabalhe sua autoestima. Precisamos antes de tudo confiar em nós mesmos para superar os dias difíceis. Uma personalidade sempre insegura atrairá relacionamentos frágeis ou dominadores. É preciso cuidar de si mesmo, sempre. Não se anular para agradar o outro. Quando o tempo passar, você não saberá mais resgatar sua individualidade. A insegurança emocional responde pelo medo de amar.

O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas por meio de exigências que sempre resultam em fracasso. Neste caso, o amor não passa de um recurso para satisfações imediatas, não percebendo que aquele outro que o elogia e o bajula, demonstrando-lhe afetividade, é o que também se utiliza da ocasião para se firmar aos que denominam de um lugar ao sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.

Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros. Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos. Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença. “Outro aspecto importante nas relações é a reciprocidade e foi ela que estruturou a sociedade, portanto é algo fundamental para o homem”.

Na atual realidade, poucas pessoas dão valor ao ato de retribuir e por incrível que pareça também têm dificuldade de receber, mas é preciso aprender que receber exige humildade. Não posso deixar de pontuar que estas pessoas que têm dificuldade de amar provavelmente foram pouco amadas ou assim se sentiram. Quem não recebeu não pode dar, pois ninguém dá o que não tem. Nossas relações afetivas são o resultado dos afetos que recebemos. Por fim, a flexibilidade é também importante para melhorar a competição nas relações. O amor se dobra para não se romper. Quem tem dificuldade para amar é quem mais precisa de amor!

(Parte do texto de Antônio Roberto)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Você e o outro

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
Depende de quando e como você me vê passar.
(Clarice Lispector)


Realmente, tudo na vida depende... depende de como estamos ao viver o fato... de como reagimos ao ocorrido... de quando isto acontece... e da repercussão que tem a nossa volta.


Às vezes algo que seria arrasador passa como uma experiência tranqüila, enquanto algo simples de repente se transforma numa situação limite e desafiadora.


Essa é a grande sabedoria a ser absorvida. Ser o que somos em essência e percebermos que a forma como estamos sendo interpretados, pode não retratar a nossa verdadeira intenção, pois a visão do observador pode ser equivocada.


E da mesma forma que em alguns casos engrandecerão nossas atitudes, vendo em nós amizade, força e coragem; em outros poderão nos taxar de mesquinhos, fracos ou insinceros.


Quem observa usa sua própria medida para avaliar o que vê. Assim o crivo de sua sentença passará sempre pelos seus receios e por suas ilusões mais profundas.


É muito complicado entender o ser humano. Nós também utilizamos nossos pesos e medidas para interpretar a ação do outros. É o que conhecemos... fica difícil usar outros parâmetros.


Mas como disse, ai está o aprendizado... devemos quebrar paradigmas... nos livrar de vícios mentais que nos faz crer que cada atitude tem sempre uma única explicação.


As pessoas são diferentes uma das outras e estão sempre em evolução o que significa que não há regras e a cada instante seremos aquilo que o outro consiga ver em nós.


Que possamos abrir nossos olhos, envoltos em boa vontade, ao observarmos as atitudes de nosso próximo, procurando ver o lado bom de suas ações e caso não seja possível, não nos deixemos contaminar por julgamentos precipitados, e sensações ruins.


Ao observar alguém lembre-se: Cada um é como você vê...
(Espaço clarear)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nada sei

O que se tornou o homem à procura de sua realização?
Deveras, uma contradição de seus princípios, um corre-corre em uma busca perdida pra aumentar a potência. Tudo que pode ser encontrado escorrerá pela goela abaixo, quando se reencontrar perdido no nada. No que meramente foi desapropriado pelo descaso da inquietação. O que a humanidade espera em encontrar, depois de tanta sonegação? É preciso ter mais cores no arco-íris da vida. Não se sabe reencontrar quando se perde na estrada da busca. São feitos do nada, são desfeitos em si mesmo pelo egoísmo, e da carência daquilo que os completam. Que horror! Não se sabe mais a medida de um olhar, das palavras que os olhares escrevem, da diferença espessura de lágrimas, do silêncio que se quer ouvir, substituido, e aquele que quer falar. Da pergunta que precisava ser feita, do momento certo de sair. É preciso não desenhar formas de pessoas, serem movidas de dentro pra fora, não na ânsia de corrigir sua grandeza. Não ser escravo de pouca covardia. É preciso não mudar a face quando se trata de potência, deixar a robustez escorrer. Retocar a agenda, incluir horários, pessoas e arrancar registros cheios. Esvaziar a lixeira, sobressair dentro de si e ser tocado lá fora. Limpar a lixo, os olhos, não retocar o verniz quando se encontra.
Will

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Retrato Falado

Parece que sou movida a tinta. Se encontro uma caneta e um espaço no papel, trato logo de preenchê-lo ou quem sabe, esvaziar-me. Não me questiono se tenho o que escrever, na verdade eu sempre tenho. E assim, me coloco na minha mais perfeita nudez, me ocupo deste espaço vazio. Às vezes me pergunto por que escrevo tanto? Se eu estiver triste com minhas idéias desobedecendo à razão desfaço de todas minhas angústias como se elas fossem explodir dentro do meu peito. Se eu estiver feliz elas mal cabem em mim e, também as extravaso para que talvez possa revivê-las. Dores, decepções, meus amores, meu ser. Humanizo o mundo e me desumanizo. Extraio o resto do meu bem querer, se a ninguém cabe receber de que me adianta cultivá-lo. Muitas vezes fico calada só analisando o meu ser. O que me faz tanta falta que muitos momentos quero sumir? Porque cada vez acredito menos no mundo? Também estaria exposto à incredulidade e não estaria salvo da hipocrisia? Sei que quando escrevo, o faço apenas, pra limpar minha alma que sempre chora querendo desabafar. Mas não quero expor minhas idéias que muitas vezes nem sei se são idéias, ou apenas amontoados de coisas que fico remoendo dentro de mim. Então se ninguém acredita em nada porque tenho eu que acreditar e planejar alguma coisa pra que nada morra. Parece que é melhor me enrolar com meus pensamentos, como se estivesse debaixo de um edredom, a ficar entupindo o cérebro dos outros. Sempre que resolvo arrumar as gavetas encontro pedaços de meus pensamentos e esquecidos dentro de livros. Bom, parece que escrevi foi aquele dia, porque na verdade os dias não mudam, quem muda é só nosso espírito. Minha alma, vezes tem vestes alegres, outras, não consigo nem enxergá-la. O mundo corre solto e se você não quiser ser esmagado por ele é melhor correr e se esconder. Na verdade, quando escrevo eu não escrevo pra ninguém, apenas quero esvaziar essa combustão prestes a explodir. Um vulcão de palavras que jorram esquentando o sangue que corre, ou o jato de tinta que percorre minhas veias. Já me entendi melhor quando reli pedaços de meus pensamentos encontrados nos livros. Estaria eu, despindo-me neste pensamento, ou estaria apenas perdida no espaço vip de minha memória? E se o que jorra nos impede de ser, posso então deitar e não mais respirar, pois, extravasar a felicidade é descarregar a nudez sem a intolerância dos olhos aflitos, da ‘peste’ a balbuciar procurando os meios pra se justificar. E paro só pra pensar no que fortalece minha alma até meu corpo. E, descubro que eu faria ranger os dentes novamente. Então minha alma se colore, aqueço minha tinta e extravazo novamente em mim. Se não há papel, deixo solto, às vezes, escrito na mente. Quando estou leve escrevo, se me sobrecarrego, também paro e escrevo. Nada detém a mão dos meus pensamentos. Ao dormir, consigo no despertar, reler meus traços em mente, às vezes, direciono visivelmente ou deixo perdido no dia, porque logo em seguida o meu vulcão entrará em erupção, como se eu precisasse ser dividida...

Segue-se ainda.....

Will

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sob Medida

Cada essência, menor que seja roubada do ser humano não tem volta. Ninguém pode ser invadido, não se pode saber do outro, o que lhe apodrece ou lhe engrandece. Com nenhuma sutileza, arrancam-lhe quase tudo se tornando crosta a pele. É capaz de ver dissolvendo cada sonho, se demolindo junto a eles e se perde meio aos escombros. Numa redoma intocável, pouco assistida, a coragem para lidar com o lixo se torna um luxo irrevogável. Adormece na tentativa do que é preciso, com o nó atravessado deixar a ampulheta descer sem desejar o retorno. Como pode ser pequeno o espaço pra tão grande medida? Como poderia ter medido sem que se fosse preciso encontrar novas fórmulas de precisão?
Como pode ser tão pequeno o espaço?
Outrora, é preciso mergulhar-se nesta cor infundada, deixar-se contaminar trazendo de volta suas verdades, todas se desfazendo na luta cerrada consigo. Um contrapeso a favor de si, que reduz toda a vivacidade de alguma coisa que está por vir. Qual trajetória percorreria o homem em alguns anos, horas ou minutos? A cada segundo, um edifício se desmorona soterrando seus sonhos, não os permitindo escapar. Muitos, podem ser derrotados pelo simples desejo de potência e se tornam o resto da vulgaridade, da opressão, do olhar que pela direção ergueria o globo.
É preciso não calar, se tocar com a maior potência humana e com o olhar, erguer toda e qualquer demolição, limpar as margens. É preciso não calar, não ser surdo de si mesmo. É preciso apenas, viver.
Will

domingo, 9 de janeiro de 2011

Aplaudindo o próprio espetáculo

A se aplaudir com ênfase e saudar êxito. Crescer a partir do que sente e se elevar para ser o que é. Se doer sonhar, sonhe com mais vigor e viva plenamente a realização do mesmo. Cante mesmo chorando se o choro o satisfizer. Se teus olhos percorrem uma distância inalcançável, nada poderá fazer, mas mantenha-os abertos para aliviar as tensões da visão. Caminhe esquivando-se no íntimo outono do teu ser. Exiba movimento que não sensitiva a cor despojada do teu sorriso, e mesmo perdido, fique atento às palavras, oculte-se da gastura de tanta hipocrisia. Quanta maldade esbarrará e temerá ao se ausentar de tanta nojeira. É claro que definitivamente ninguém está no mundo para entender você. O que é necessário para sobreviver à guerra de humanos? A camuflagem? Não podemos alimentar a sede de tê-la, quando na sua chegada, nada tem volta. Ninguem se registra. E saboreando as alimentações de dizer o quanto o mundo se fere, muitos permitem serem questionados e, embora questionados, seguem espinhando todos. Calem a todos que são fáceis de serem engolidos, pois, as garras estão soltas pelo seu descuido. Delega-te o direito de revirar tua alma, sentir teu cheiro, de partir, de contetar suas cores, de olhar para trás e desejar que nada tenha volta. Delega-te o direito de ser o teu direito, de se perdoar, criticar e desejar sua singular contestação. Abra poucas frestas, saia sem jorrar, caia sem despencar. Ouça sua voz naquele momento em que seria necessário um grito, e se acalme. Um descompasso, um descontentamento em algum momento vai se agregar, mas retorne-se. Mesmo que não conheça o percurso, espere, faça a medida, e mesmo que não entenda 'jorre' por um segundo. Uma alma que permite não se questiona, não volta. Sinta saudades das vendas, do silêncio apenas. O que te faz perder a razão é descobrir o mundo e aquele silêncio que lhe dá a certeza da não existência do teu ser. Seria injusto titular o mundo cruel, quando se habita presas fáceis sob a perversidade humana, da estupidez, muitas vezes camuflada, de um sentimento empedernido. Ame lentamente, ame verdadeiramente.
Will