sábado, 26 de junho de 2010

Tempo Crucial

O que estará ao alcance dos privilegiados ‘momentaneamente’ pelas dores? Seria os ‘grandes’? Ou serão meros negligenciados pela transparência humana?
O que estaria o ser buscando entre os escombros, que não seja seu próprio resto?
Seríamos atolados pela intolerância ou desperdiçados por uma sobrevivência desnecessária.

O destempero humano tornou-se um prelúdio carregado de amargas tragédias circunstanciais. Ávidos e crédulos, não desejam mudar a cor inata de todo o tempo sobreposto em si próprio e abre as asas sem restringir no voo.
É preciso reinventar. Ceder lugar àqueles que sabe combater a intrepidez que se torna crucial. Não precisamos arfar cada segundo nos deixando expostos para que possam despir-nos covardemente diante de nossos próprios olhos.
Conscientes matam os privilegiados e assiste a decomposição lentamente. Se não os matam, trancafiam covardemente e limitam suas asas, tornam-se céticos e suas palavras ganham domínio.
Onde se encontra refúgio que nos basta que não seja em nós mesmos.
Ainda que, inventamos outra realidade estaremos frente a frente dos que sofreram.
Já não ha mais tempo de não se perder. Foi alçado de toda precisão pra nunca mais se curar. Mergulhar em profunda e riquezas sabedorias seria como um mar em altas ondas a expurgar todas as ameaças.
E leva ao mesmo passo e no momento certo, tombado, não mais poderá se despistar, acobertar-se de tanta mediocridade.

Seria apenas necessário vestir a cara e permitir que apenas o verniz esteja exposto.
Will

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Descer até o céu cair...

Queria que o mundo parasse exatamente naquele minuto que eu pude subir às montanhas.
E desprovida de coragem pude arrancar as asas dos meus pés e armar voo em direção exata ao céu.
Quando passei a ouvir o som do meu sorriso;
Tatear meu corpo em busca dos meus restos;
Deixei de querer que o dia acabasse e apreciei o silêncio na noite;
Quando meu corpo desestruturado de uma nudez pertubadora se vestiu da alegria de minh'alma.
Quando o fundo dos meus olhos tornaram-se rasos.
Que parem os segundos, minutos e horas.
Que abstraiam o mundo.
Viver é subir novamente às montanhas.
Will

domingo, 20 de junho de 2010

Página - F.N

Se o tempo passar e com ele meus passos, se permita então saber que se minhas mãos alcançassem...
Todas as horas passam. Eu não permitiria, assim como hoje me bastaria um minuto.
Um minuto pra chegar, pra tirar de mim o sacrifício do princípio e do fim.
Algemar e me atirar em um abismo, gritar em meu último segundo que eu só pedia paz.
Se o tempo correr levando meu riso, solte-o entre as páginas de um livro. Troque-o pelas lágrimas que muitas deixei cair.
Ele estará perdido entre os vocábulos nas entrelinhas das frases curtas que tentei dizer.
Talvez eu tenha me perdido no tempo e acreditei que as vezes eu pudesse voar. Que poderia colocar minhas mãos sob o meu sonho e carregá-lo junto à minh'alma.
Retirar toda sombra que sem querer deixei sombreá-lo.
Recordo-me insignificante me perdendo numa saudade de algo que nunca viví.
Quando ja não vi luz sobre meus desejos, chorei, e nunca mais soube calar.
Quando meu corpo se sente apertado não consigo traduzir o que eu sinto por mim.
E quando meu caminho falhar, depois do silêncio, irei voltar.
Se todas as palavras precisam ser ingeridas, mastigadas e digeridas no antro natural de nosso ser, apenas olharei.
Will

terça-feira, 1 de junho de 2010

Individualidade

Individualizar-se é reconhecer a própria maneira de desenvolver-se física, emocional e espiritualmente. A individuação é um processo por meio do qual uma pessoa se torna consciente de sua induvidualidade. Ela pode ser definida como o conjunto de atributos que constituem a originalidade, a unicidade e que a distinguem dos outros. É o somatório das características inerentes da alma humana. Todo ser que se individualiza torna-se um ser homogêneo, pois não mais procura se comparar com os outros; admite sua singularidade.
Atravessando inúmeras etapas evolutivas através das mais diversas encarnações, trazemos conosco uma gama imensa de traços de personalidades acumulados nas vidas pretéritas, assemelhando-se a verdadeirass ''fotocópias do passado''.
Por não termos uma percepção clara de nossa real identidade é que somos escravos da opinião alheia. Em determinada etapa de nossa vida, pensamos ser aquilo que os outros pensam que somos. Somos dependentes. Em outras etapas, deixamos a dependênncia e a submissão aos outros e nos tornamos unicamente vinculados àquilo que pensamos de nós mesmos. Somos independentes. Entretendo, quando tudo sugere tranquilidade e certeza, surge um vazio existencial; parece faltar algo de fundamental em nossas vidas e entendemos que estamos ainda na superfície de nossa intimidade. Aí se inicia a busca mais profunda em nosso interior _ o processo de individuação.
A máscara de autonomia que usávamos cai e descobrimos que representava apenas um compromisso entre nós e a sociedade quanto àquilo que alguem aparenta ser: nome, sexo nacionalidade, título, profissão ou ocupação. Na realidade todos estes dados são verdadeiros; mas, quando se trata de nossa individualidade profunda eles pouco representam, pois estão ligados às realizações externas e aos objetivos do ego. O passo essencial de nossa individuação é a retirada de nossa máscara ou persona _ personalidade que nós apresentamos aos outros como real, mas que, em muitas ocasiões difere consideravelmente da verdadeira. Embora a máscara tenha funções psicológicas importantes para nossa proteção em determinadas etapas da vida, ela também turva e oculta nosso "Eu" real, ou seja, a alma. Ao nos identificarmos com nosso "Eu" mais profundo imergimos de nossa intimidade uma conciência liberta do mundo mesquinho, diminuto e pessoal do ego.
Definição: Carl Gustav Jung