domingo, 28 de fevereiro de 2010

Contra Reflexo Niet

Permita que o som desta música envolva-o de paixão enquanto amas com jeito e sem perceber, estirado ao chão.
Teus braços envolvendo-o com segurança, deles jamais queira sair. Desprenda somente pelo teu abraço em uma saudade constante que a todo instante devolverá o desejo de encontrar teus olhos e mergulhar em tua alma.
Negue a ânsia do teu peito contrarie teus impulsos e te ame em desespero.
Não deseje que te ame, tanta loucura tirará tua razão.
O tempo fugaz o consumirá aos poucos enquanto em silêncio teu peito gritará de saudade tua.
Abstrair tua razão é viver com o coração fora do corpo.
Muito o silêncio o confortará, quando necessário o desprenderá confundindo-lhe e desorganizando teus pensamentos o fazendo perder o teu por que.
Exaurido da mudez que o envolve eleve tua alma que tão distante não quer se perder entre a razão e a tua emoção.
Torna-te teu subterfúgio pois o resta apenas outorgar-lhe os méritos de que, o 'silêncio' é um dos argumentos mais difíceis de refutar.


Will

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Apenas o Reflexo

Não desejarei o calor, enquanto o frio me aguarda sem cor.
Não caminharei em linha reta enquanto curvas acentuadas me encontram.
Na contra mão desvencilharei sem rumo sem nenhuma direção.
Quando chego, já é hora de partir, e num turbilhão meus passos acompanham em
descompasso dos meus pensamentos.
Meus olhos respondem pela voz, que emudecida tenta em silêncio se reencontrar.
Deixando cair ao chão o reflexo de uma mentira.
Não olharei sem rumo, mas não ficarei pra morrer.
Não existirá cor e pra mim não haverá mais dor.
Contradizer o que ouço em mim, é permitir-me de novo acreditar.
É deixar de apreciar o frio desejando o calor.
É não sair em mão única e no silêncio, subitamente seguir na contra mão.
É desejar sentir dor, e não apreciar o silêncio da madrugada, o outono e inverno.
É não mergulhar-se na sombra, é nunca mais colocar meus desejos no papel.
É apenas ouvir e não mais dizer.
É acreditar no início e não lembrar primeiro do fim.
É fugir depois da dor e não reconhecer um mundo sem cor.
É deixar me render negando a mentira que há na alma.
Olhar distante que no instante tem que partir.
Apenas no reflexo de um pensamento de que
o possível não poderá acontecer.
Will

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Na Janela

Ali deixei pintado em cores,
Tantos desejos a reencontrar.
Sonhei viver sem tantas dores,
Que hoje me encontro a refutar.

Abre a janela, que entre a luz,
Meu olhos irão se mergulhar.
Todas as pegadas que eu deixei,
Com minhas lágrimas irei lavar.

Não feche a janela,
Eu quero ter.
O sol lá fora,
A me aquecer.

As retas que hoje traço,
Quero novamente reencontrar.
Me entregar aos sonhos, mesmo sem cores,
Que algum vento soube levar.

Alessandro
"Especial" pra Você. No momento único de sua alma.

Will