A ausência não ignora a alma, nem a luz clareia meu ego, que num instante se desfaz na sombra.
Distante do saber, perdido entre palavras que se movimentam e se aquieta. Meu corpo almeja a vivacidade de suas cores. Negras, são ocultadas à sombra de tua alma, nem o grito desfaz a insistente muralha.
O brilho que se refugia na transparência, nega sua cor, sua alma incandescente, sua própria dor.
Não se perde no sentido que se estreita, empobrecendo todas as cores vivas de uma alma.
Causa dor, terror e na tentativa de avivar a sua cor, descobre detrás a sombra de sua ausência. Não existe cor, não existe dor, apenas minha alma, em qualquer lugar.
Will
domingo, 20 de dezembro de 2009
A Condição do Meu Ser
Estamos condicionados a um tempo de perda. Perdemos o sorriso dos olhos, as cores, o brilho da condição, a razão. Nossa subjetividade nos confrontando, enfim, toda realidade. Vivemos arfantes numa intrepidez exaustiva que não nos permite revelar à nossa alma, toda sua insensatez. O silêncio que distancia o pequeno espaço dos olhos, subitamente revela toda covardia. Nossos desamores, dissabores entrelaçados na dor que o peito traz. Perdemos a saudade, que açoita o nosso íntimo. Sorrateiro, outrora a sombra se ocupa no espaço vazio. A demissão passa ser crucial, e todos os caminhos levam-nos a um estreito espaço, sem subsistência. E nos acovardamos, simplesmente por ocultar mais uma dor, outra vez.
Will
Will
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