quinta-feira, 31 de março de 2011
''Essa morte constante das coisas é o que mais dói''
Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltarão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais." (Caio Fernando Abreu)
segunda-feira, 28 de março de 2011
O Teu Abraço
Você pode até sentir saudades e sair à procura de si. Não existe explicações para aquilo que ninguem entende. Se de repente você não se encontrar, certifique, você pode estar escondidinho dentro de você. O melhor lugar! Não é preciso ter razão para o teu silêncio, se encontar passa ser sua razão esclarecida, pois ela existirá somente pra você. É natural que tudo possa acontecer, a vida acontece pra isso, e, seria imperdoável nada acontecer. Não oculte teu ódio, nem teus defeitos não o traduz, tampouco, sua ingratidão. Não lamente teu mau gosto, suas contradições, suas lágrimas, as confusões. A obscuridade que transparece é passivamente perceptível. Eis aí suas contradições, seu avesso, suas imperfeições. O que apenas lhe pertence é o que o faz feliz. Suas verdades, as quais não deve explicações, suas negações, seus atropelos, o momento sua alma sorrí. O que lhe arranca a negritude, seu embaraço, sua timidez. Se deve olhar, olhe pra você! Nada parece com teus olhos que a si mesmo. Não deixe escorrer a sensibilidade, mesmo que a flexibilidade a tempere. Se os olhos sorrí mais os lábios, nem por isso deixe de acreditar na felicidade. Adoçe a noite com a saudade, queira teus braços em volta de si, o teu bom gosto pela vida, tua alegria. Tempere suas lembranças, dissolva cada detalhe, acredite em você.
É natural que pra isso, você se abrace.
Will
sexta-feira, 4 de março de 2011
Carência de Amor
A dificuldade de amar vem da carência de amor. O ser humano se faz em sua própria existência. “Num mundo cada vez mais frio, é até uma ousadia estimular o amor. Contudo, esse é o único meio de que podemos nos valer para ajudar a derrubar os muros que construímos para nos afastar uns dos outros.” Precisamos trabalhar constantemente o medo que temos de correr riscos.
Para amar é necessário que tenhamos consciência do nosso medo de perder. A saída para as dificuldades no relacionamento são doses de compreensão, tolerância e humildade. A comunicação é imprescindível para resolver as pequenas diferenças e evitar ressentimentos. Tentar mudar o outro não resolve. A pessoa não muda somente por que a outra quer. O ser humano muda e evolui quando ele deseja. A imposição e a cobrança trazem desgaste para o relacionamento.
Trabalhe sua autoestima. Precisamos antes de tudo confiar em nós mesmos para superar os dias difíceis. Uma personalidade sempre insegura atrairá relacionamentos frágeis ou dominadores. É preciso cuidar de si mesmo, sempre. Não se anular para agradar o outro. Quando o tempo passar, você não saberá mais resgatar sua individualidade. A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas por meio de exigências que sempre resultam em fracasso. Neste caso, o amor não passa de um recurso para satisfações imediatas, não percebendo que aquele outro que o elogia e o bajula, demonstrando-lhe afetividade, é o que também se utiliza da ocasião para se firmar aos que denominam de um lugar ao sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.
Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros. Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos. Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença. “Outro aspecto importante nas relações é a reciprocidade e foi ela que estruturou a sociedade, portanto é algo fundamental para o homem”.
Na atual realidade, poucas pessoas dão valor ao ato de retribuir e por incrível que pareça também têm dificuldade de receber, mas é preciso aprender que receber exige humildade. Não posso deixar de pontuar que estas pessoas que têm dificuldade de amar provavelmente foram pouco amadas ou assim se sentiram. Quem não recebeu não pode dar, pois ninguém dá o que não tem. Nossas relações afetivas são o resultado dos afetos que recebemos. Por fim, a flexibilidade é também importante para melhorar a competição nas relações. O amor se dobra para não se romper. Quem tem dificuldade para amar é quem mais precisa de amor!
(Parte do texto de Antônio Roberto)
Para amar é necessário que tenhamos consciência do nosso medo de perder. A saída para as dificuldades no relacionamento são doses de compreensão, tolerância e humildade. A comunicação é imprescindível para resolver as pequenas diferenças e evitar ressentimentos. Tentar mudar o outro não resolve. A pessoa não muda somente por que a outra quer. O ser humano muda e evolui quando ele deseja. A imposição e a cobrança trazem desgaste para o relacionamento.
Trabalhe sua autoestima. Precisamos antes de tudo confiar em nós mesmos para superar os dias difíceis. Uma personalidade sempre insegura atrairá relacionamentos frágeis ou dominadores. É preciso cuidar de si mesmo, sempre. Não se anular para agradar o outro. Quando o tempo passar, você não saberá mais resgatar sua individualidade. A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas por meio de exigências que sempre resultam em fracasso. Neste caso, o amor não passa de um recurso para satisfações imediatas, não percebendo que aquele outro que o elogia e o bajula, demonstrando-lhe afetividade, é o que também se utiliza da ocasião para se firmar aos que denominam de um lugar ao sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.
Na dificuldade de encarar a vida, é sempre fácil responsabilizar os outros. Na dificuldade de se relacionar com os outros, é sempre fácil olhar os defeitos. Na dificuldade de amar o próximo, é sempre fácil escolher a indiferença. “Outro aspecto importante nas relações é a reciprocidade e foi ela que estruturou a sociedade, portanto é algo fundamental para o homem”.
Na atual realidade, poucas pessoas dão valor ao ato de retribuir e por incrível que pareça também têm dificuldade de receber, mas é preciso aprender que receber exige humildade. Não posso deixar de pontuar que estas pessoas que têm dificuldade de amar provavelmente foram pouco amadas ou assim se sentiram. Quem não recebeu não pode dar, pois ninguém dá o que não tem. Nossas relações afetivas são o resultado dos afetos que recebemos. Por fim, a flexibilidade é também importante para melhorar a competição nas relações. O amor se dobra para não se romper. Quem tem dificuldade para amar é quem mais precisa de amor!
(Parte do texto de Antônio Roberto)
Assinar:
Comentários (Atom)