É como empurrar a sujeira pra debaixo do tapete, esconder a alma. Cansei! De verdade, aos poucos, até de alguma coisa em mim. Cansei de olhar pra frente e ver a bagunça exposta ao lado, ou quem sabe, dentro de mim. De olhar o relógio e não ter hora marcada, de não saber o que sou, ou se mesmo sou. De achar graça com riso amarelo, de me igualar à alguma coisa que nem mesmo sei, se houve começo e haverá um fim. Um fim sem medo e sem dor. Cansei de fechar a janela pra depois reabri-la, sem ao menos querer. Talvez hoje eu queira ficar no escuro, de portas cerradas, de olho no futuro. E não sei que futuro é esse, o que há pra esperar. E esta ausência de medo, assusta, me causa medo. Medo de não ver nada, ou de olhar o que está estampado, aberto na página que tento rabiscar. Pode ser que a coragem chegue e que no auge de uma tempestade eu possa então arrancar até a página que mal consigo folhear. Meus contos, pode até não virar histórias, serão apenas relevo em mim. Me causa espanto, tudo que aos poucos perde o encanto, e toda palavra escorre, ficando apenas o eco de um som que se ouviu. Cansei de ver minhas palavras se transformarem na própria condenação, não tão subitamente, porém, uma constante morte.
Will
Vida
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Se puder sem medo
É que dói, apenas dói. Um pedido sem ser ouvido, um grito meio ao nada, os olhos, apenas a morte sem ser entendida, as mãos fria, prematura, a morte viva. O apagar sem dó, o nojo. O nojo da dor. O fim do som que é lindo, das páginas que tudo se fez, as folhas amarelas que entristeceu. A perda é sempre uma morte, a mentira é covarde e o veneno mistura-se à saliva. E o veneno não tem cor, é sem sabor, inodor. É que dói, apenas dói não olhar o que reluz.
É que dói, apenas dói.
Will
É que dói, apenas dói.
Will
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Negro por Si
Na contradição das palavras, me acerco de suas novidades.
O mundo procura pela alegria e a sabedoria do homem que não percebe e segue ostentando uma falsa ideologia do seu ser.
Mesmo em 'teias' não desfaz de sua gracilidade e se enrosca na sisudez que o faria perder o centro de teu estado ‘negro’, a sua potência.
E o estado de inércia permite apenas encontrar o ‘meio termo’ que parece com uma negação aos desejos obscuros e a continuidade de ostentação, e solidifica sua postura quando se encontra em um emaranhado de afirmações que são negadas por si mesmo.
Não perde o centro de teu estado.
Sua mente incessante, silenciosamente vedada, tenta encobrir-se superficialmente manipulando todos os pré-requisitos que lhe fora antes apresentados.
De uma maneira sutil tenta disfarçar, negando sua apreensão.
Entre olhares distantes e pensamentos pairados sobre si, o mundo numa giratória constante e cheio de incoerência faz o homem perder o fôlego sob suas ‘teias’, sua intrepidez e impostura não arranham seu egocentrismo que apenas insiste em renascer e continuar, mesmo que por si.
Assegura-te em teu silêncio sem refutar de teus anseios, deixando os olhos transparecerem a avidez de teu ‘eu’ que negam distanciados, mas, perceptíveis, sua ostentação que o torna incrédulo de se permanecer grande.
O ser na grandeza de si perde toda sua beleza e originalidade
Will
O mundo procura pela alegria e a sabedoria do homem que não percebe e segue ostentando uma falsa ideologia do seu ser.
Mesmo em 'teias' não desfaz de sua gracilidade e se enrosca na sisudez que o faria perder o centro de teu estado ‘negro’, a sua potência.
E o estado de inércia permite apenas encontrar o ‘meio termo’ que parece com uma negação aos desejos obscuros e a continuidade de ostentação, e solidifica sua postura quando se encontra em um emaranhado de afirmações que são negadas por si mesmo.
Não perde o centro de teu estado.
Sua mente incessante, silenciosamente vedada, tenta encobrir-se superficialmente manipulando todos os pré-requisitos que lhe fora antes apresentados.
De uma maneira sutil tenta disfarçar, negando sua apreensão.
Entre olhares distantes e pensamentos pairados sobre si, o mundo numa giratória constante e cheio de incoerência faz o homem perder o fôlego sob suas ‘teias’, sua intrepidez e impostura não arranham seu egocentrismo que apenas insiste em renascer e continuar, mesmo que por si.
Assegura-te em teu silêncio sem refutar de teus anseios, deixando os olhos transparecerem a avidez de teu ‘eu’ que negam distanciados, mas, perceptíveis, sua ostentação que o torna incrédulo de se permanecer grande.
O ser na grandeza de si perde toda sua beleza e originalidade
Will
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
''Menina''
''A distância do ser e a beleza do mundo não existem dor nem cor, só alma. Somos sorriso estampados no olhar, capaz de amar, de nos encantar. De nos saborear com a façanha que nos traz alegria, de nos entregar ao silêncio de um sonho a mais. Os rumores que nos fazem surdos também nos deixam mudos. Estamos vestidos de nossa essência nata, transfigurada em uma simples emoção que cicatriza e nos devolve a vida quando cegamos nossos olhos por vontade. Nossas cicatrizes, às vezes, também tem alma''.
Will
Will
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Outra vez
Perdoando meus enganos, sem planos, retirando meu excesso, ativando meu sensor, chamando por mim mesma, chamuscando meu olhar, diminuindo minhas chamas.
Will
Will
Excesso e o Nada
Falta-nos reconhecer o cheiro das nossas vontades, respirar sem mêdo as nossas verdades, nos intimidar com o que queremos saldando dívidas que temos conosco e não colocarmos preço em nossa vida. Falta coragem pra termos coragem, pra sermos inteiros, pra termos tempo a perder. Falta-nos o sorriso nos olhos, o ponto de paz. Excedemos em nós mesmos, quando não choramos aquilo que queremos, no silêncio na hora errada, nos excedemos na distância do que somos daquilo que queremos, na covardia quando acreditamos que não podemos. Excedemos quando escondemos de nós mesmos, quando lutamos com o nosso eu pra educarmos a sociedade. Exaltamos nos valores sociais, numa falsa democracia. Não nos invadimos com os olhos abertos nem respiramos conscientes as nossas vontades. Excedemos na raiva, no orgulho, em ‘preços’, em paradigmas, somos demasiadamente negligentes, mas severos. Falta-nos sorrir pra tudo aquilo que queremos e ser verdadeiros conosco. Falta-nos coragem pra não fugir, pra ser verdadeiramente quem realmente somos, mas, só descobriremos que nos traímos no momento em que o amanhã pode ser tarde demais para acreditar em nós mesmos.
Will
Will
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